Após manifestações, militares do Bope e da Radiopatrulha ocupam o conjunto Colibri , em Maceió

(Crédito: Arquivo/Voz-AL)

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Daniel Paulino
Voz das Comunidades Alagoas 

O Conjunto Colibri, localizado no bairro do Rosane Collor, onde na tarde da última terça-feira (16), foi palco de muita tensão e vandalismo, amanheceu nesta quarta-feira (17), ocupado por diversas viaturas da Polícia Militar e cerca de vinte e quatro homens pertencentes ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

De acordo com o Coronel Walter do Valle, a intenção da PM no dia de hoje é realizar uma ‘Varredura’ no conjunto em busca dos responsáveis pelo vandalismo, depredação do carro de reportagem do Portal G1 Alagoas e pelo incêndio do coletivo pertencente a empresa São Francisco, que atua na região.

”Estamos realizando essa operação na manhã de hoje com intenção de trazer segurança para as pessoas de bem que residem no conjunto. Estamos aqui para trabalhar e representar a segurança e o estado de Alagoas e não iremos de forma nenhuma nos intimidar com videos de criminosos ameaçando o trabalho da polícia, nem muito menos pelo clima tenso que ainda persiste na localidade”, comentou o coronel.

De acordo com um morador, que preferiu não se identificar, o clima de tensão e medo vem se alastrando por muitos e muitos anos no conjunto, que é dominado pelo tráfico de drogas e facções criminosas. ”Resido no Colibri há doze anos e nunca assisti um cenário de guerra tão grande como esse. O clima de insegurança sempre predominou no conjunto e todos os moradores da região sabem que todos os atos de vandalismo que ocorreram ontem foram ordens dos traficantes que dominam a região, só que ninguém fala porque se abrir a boca morre”, relata.

Segundo o comandante do Batalhão de Radiopatrulha, Major. J. Claudio, a viatura fazia rondas no conjunto quando avistou um grupo de jovens sentados na calçada de uma residência realizando tráfico de drogas. Ao tentar aproximação do grupo, para realizar a abordagem, um dos jovens disparou contra a viatura que também revidou os disparos. Com isso, os jovens se espalharam e empreenderam fuga.

O major afirmou ainda, que os militares que estavam na guarnição desceram da viatura para ver se tinha vestígios de sangue no chão. Ao constatarem que não havia ninguém baleado, a viatura continuou fazendo rondas no local e logo em seguida saiu do bairro. Após o ocorrido, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu um chamado de uma tentativa de homicídio.

A Polícia Militar de Alagoas informou que a Corregedoria da PM já instaurou um processo administrativo com intenção de esclarecer o que de fato ocorreu no final da manhã da última terça feira (16), onde ocorreu a morte do jovem José Natanael, de 16 anos, no Conjunto Colibri. A família do jovem acusa a guarnição do Batalhão de Policiamento de Radiopatrulha (BPRP) de matá-lo após uma operação da PM.

A Polícia Militar informou ainda que o nome dos integrantes da guarnição que atendeu a ocorrência serão inseridos nos altos processos para que os mesmos sejam ouvidos e esclareçam a versão.

O corregedor da PM, Coronel Elias Oliveira, informou que a família e testemunhas devem procurar a corregedoria para relatarem os fatos e se pronunciarem sobre o assunto. Já sobre a conclusão do processo, o coronel afirmou que o prazo é de trinta dias, mais que ainda podem se prolongar por mais quinze dias até que tudo seja esclarecido.

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