Casa de Custódia permanece superlotada com 90 detentos em Maceió

Daniel Paulino
Voz das Comunidades Alagoas 

Noventa detentos ocupam na tarde desta quarta-feira (10), a carceragem da Casa de Custódia de Maceió, localizada no bairro do Jacintinho, que na noite da última terça-feira (09), registrou um principio de motim realizado pelos detentos que não aceitaram a chegada de mais nove detentos vindos da Central de Flagrantes para unidade prisional de passagem.

O fato ocorreu por volta das 21h da noite e a Casa de Custódia contava apenas com sete agentes da Polícia Civil. De acordo com o gerente da unidade, André Ribeiro, após a chegada dos nove detentos vindos da Central, os detentos que já ocupavam as celas super lotadas da unidade prisional, resolveram ameaçar a matar os novos companheiros de cela para que uma solução para a superlotação fosse tomada.

Ao perceberem que as grades de duas celas já teriam sido arrombadas pelos presos, os agentes de plantão resolveram não intervir no motim e recolheram todo o armamento e por medidas de segurança se trancaram no alojamento e pediram reforço policial.

”Ligaram pra mim desesperados por volta das 21h20 pedindo que eu acionasse a Asfixia e o Tigre para intervir no motim que já estava gerado na unidade prisional, pois a fuga em massa poderia ocorrer a qualquer momento”, comentou André Ribeiro.

Viaturas da Asfixia e do Tigre foram acionadas para junto com os delegados Lucy Mônica e Carlos Lessa contornarem a situação, que rapidamente foi controlada sem transtornos.

Segundo o diretor da unidade, a Casa de Custódia, que já não tinha uma boa estrutura agora está deteriorada após o motim. ”Estamos com fiação elétrica arrancada, canos quebrados e celas deterioradas, mas desde a manhã de hoje que os reparos já começaram aos poucos serem feitos”, afirmou.

André Ribeiro afirmou ainda que ainda no final da tarde de hoje que irá enviar um oficio à direção geral da Polícia Civil de Alagoas solicitando providências na Casa de Custodia, que posteriormente irá contacta a Secretaria Estadual de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) para que o problema de vagas no sistema prisional seja resolvido.

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