PC começa a ouvir acusados de desviar armas da custódia do Tribunal de Justiça

(Crédito: Ascom-PC/AL)

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Ascom PC/AL

O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Carlos Reis, começou a interrogar na manhã desta segunda-feira (22) as pessoas acusadas em um esquema criminoso que resultou no furto de aproximadamente 200 armas que estavam sob a custódia da Justiça alagoana. Os depoimentos estão sendo tomados na sede da Delegacia Geral, no bairro de Jacarecica.

A operação, coordenada pelo delegado Carlos Reis, com apoio dos delegados Denisson Albuquerque, diretor de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM), Ana Luíza Nogueira, diretora de Polícia Judiciária Área 1 (DPJA-1), foi desencadeada na sexta-feira (19), em Maceió e cidades do interior do Estado, mobilizando cerca de 200 policiais.

Também participaram os delegados Mário Jorge Barros, titular da 4ª DRP de Arapiraca, Lucimério Campos, da Delegacia de Homicídios, Gustavo Xavier, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), e Nivaldo Aleixo.

A ação contou com a participação de policiais civis do DPJM, DPJA 1 e 2, do Tático Integrado de Grupos Especiais (Tigre), Operação Policial Integrada Litorânea (Oplit), Asfixia, das delegacias de Repressão ao Narcotráfico (DRN), policiais do NI e policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Rádio Patrulha (RP).

As investigações que resultaram na descoberta e desarticulação do esquema criminoso duraram cerca de um ano, sendo realizadas pelo Núcleo Inteligência (NI) da Delegacia Geral da Polícia Civil. De acordo com essas investigações, presididas pelo delegado Carlos Reis, o esquema era comandado pelo chefe da Central de Custódia de Armas e Munições do Tribunal de Justiça de Alagoas, Gilberto Pitágoras, 37 anos, um dos presos na operação.

Além dele, seis policiais militares também foram detidos, sendo identificados como o sargento Valdir Antônio Periera, 51 anos, e os cabos PM Antônio Flávio Santana da Silva, Denison Alves de Miranda, 42, João Lourenço da Silva, 45, Paulo Sales de Barros, 55, e Valdir Luiz dos Santos, de 42 anos.

A polícia prendeu ainda Manoel Periera de Souza, 46 anos, Ubiratan Ferreira, 44, Carlos Alberto da Silva, 49, Francisco Ricardo, 36, Charles Bandeira de Pontes, 43, e Álano Paiva do Amor Divino, 55. Com este último foram encontradas com duas espingardas (calibres 24 e 36), cartuchos e chumbo, sendo autuado na Central de Flagrantes.

Os policiais apreenderam ainda, com um dos integrantes do grupo criminoso, crack, cocaína e maconha. Pelo menos outras cinco pessoas estariam envolvidas no caso, e são consideradas foragidas, entre elas, o ex-militar José Fernandes Ferreira, 43 anos, conhecido por “Fernando”.

As armas furtadas, incluindo fuzis, espingardas, pistolas e revólveres, segundo foi apurado, eram vendidas a traficantes e pessoas envolvidas em outros crimes, inclusive pistolagem, a preços que variavam entre R$ 1.200 e R$ 2.000. A polícia dispõe de vasto material de prova, inclusive imagens, áudios e vídeos, onde a negociação das armas era feita.

Todas as pessoas detidas tiveram suas prisões temporárias decretadas pela 17ª Vara Criminal da Capital, e o delegado-geral Carlos Reis informou que vai solicitar a prorrogação dessas prisões. Ele disse ainda que outras ações ainda devem ser realizadas como parte da operação, inclusive o cumprimento de mandados de busca e apreensão fora de Alagoas.

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