Cultivando o futuro – #Opiniao

Em passagem entre as cidades por uma estrada avistamos muitas áreas verdes sem saber a quem elas pertencem e o que cultivam na terra, aqui pelo nordeste, especificamente na Paraíba onde observamos as plantações de cana, macaxeira, batata e etc. Mesmo com essa diversidade e produção em grande escala feito pelas empresas industriais o pequeno agricultor ainda pode ser observado nas beiras de estrada oferecendo o seu produto em sua maioria orgânico oriundos da agricultura familiar, principal meio de subsistência de algumas famílias dessas regiões.

Essas atividades só ficam explícitas para algumas pessoas quando elas viajam e percebem a existência de alimentos bons e baratos com grande fonte de nutrientes em dias em que o hambúrguer e salsichas ditam as alimentações da vida corrida dos grandes centros, voltar a atenção para alimentação é algo que não é feito com frequência seja pela limitação de renda ou tempo, ainda é um desafio para nosso meio social.

Algumas escolas abordam o cultivo comunitário através das hortas cuidadas pelos próprios alunos, tem o objetivo de abastecer e transformar a relação com a comida servida no ensino público mas esses exemplos são cada vez mais raros mostrando o desperdício tanto de espaço quanto de materiais, deixando clara nossa deficiência em aproveitar nossos recursos. A conscientização que em primeiro ponto deveria ser abordado em ambiente escolar e poderia ser mais forte em zonas rurais, é enfraquecida pelo distanciamento desse ideal nessas cidades, fazendo com que essa educação alimentar seja esquecida.

Com o crescente números de programas de televisão com foco culinário o que antes era mais difícil de se observar, o comprometimento a ter um bom prato na mesa de forma mais saudável, pode ser o fôlego necessário para se iniciar uma mudança nesse aspecto e explorar novos rumos de forma geral nesses vícios alimentícios enraizados nas últimas décadas.

Incentivar o cultivo da educação não é apenas trazer esforços para o ensino acadêmico pois o meio em que vivemos é a extensão de todo esse aprendizado que tem de ser levado as comunidades, esse comprometimento com a sociedade é geral e repensar essas atitudes no meio ambiental, econômico e político se faz necessário para prover o equilíbrio.

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