Opinião | Planejamento de vida imposto pela sociedade é falho

Foto retirada do site www.lovemondays.com.br

Antes mesmo de nascer, já sofremos com a pressão imposta pela sociedade. A mulher engravida, se ela é casada, tiver emprego fixo, casa e, aparentemente, estrutura psicológica para ser mãe, o filho é aguardado ansiosamente pela família e amigos. Porém, caso ela esteja fora deste padrão, o bebê, antes mesmo do parto, carrega, além das cobranças comuns a população, marcas do preconceito social.

Quando criança, começam as separações. Meninas só podem usar rosa, brincar de boneca, fazer comidinha, ser comportada. Os meninos, há, os meninos brincam de luta, bola, tem que apertar com firmeza a mão de alguém, podem correr, fazer bagunça. Mas, na escola, todos tem que tirar nota dez e mostrar que dominam o conteúdo ensinado. Aí começam as cobranças por bons resultados.

A criança cresce e, com mais ou menos, 14, 15 anos os meninos são considerados homens e, por isso, já podem beijar na boca e transar, as meninas, entretanto, devem ser quietas e beijar, só se for o namorado. Isso é o que a sociedade impõe. Com, aproximadamente, 18 anos todos devem ser responsáveis, escolher a profissão que vai trabalhar para o resto da vida e, se possível, ter inglês nível avançado, carteira de motorista e experiências profissionais.

Foto retirada do site provafacilweb.com.br

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Vem o vestibular e as pessoas esperam que você passe de primeira, mas tem que ser numa universidade bem conceituada e um curso que dê bastante dinheiro. De acordo com uma pesquisa feita pelo site Quero Bolsa, um em cada três estudantes universitários estão insatisfeitos com a faculdade.

Após o término da graduação, o emprego tem que estar garantido e o salário ser suficiente para fazer, pelo menos, uma viagem por ano, pagar a prestação do carro, do apartamento, das contas fixas e ainda guardar um pouco na poupança. Próximo aos 28 anos, a vida sentimental precisa estar equilibrada para casar aos 30 e ter logo os filhos, antes que fiquem velhos.

O Brasil é o segundo país mais estressado do mundo, segundo uma pesquisa do International Stress Management Association (Isma – Brasil), 69% dos entrevistados disseram que o estresse está relacionado ao trabalho. Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que um em cada três casamentos termina em separação no país.

Esse é o planejamento de vida determinado pela sociedade que vem causando transtornos em muitos indivíduos, principalmente daqueles que decidem fazer suas próprias escolhas e seguir um caminho diferente do que a maioria espera. Com isso, o Brasil vem se destacando negativamente em diversos aspectos e foi considerado o país mais depressivo da América Latina, segundo a OMS.

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