Voz da Arte: Projetos de samba e funk mostram que favelas não são sinônimo de violência

A coluna Voz da Arte de julho e de agosto se tornou uma só e buscou trazer para o protagonismo nomes do samba e do funk nas periferias do estado do Rio de Janeiro. Vamos ao que interessa porque não foram poucos artistas que apareceram!

Iniciando pelo samba, são 4 as iniciativas a destacarmos: os grupos Família Batuke e Herança Verdadeira, o projeto Samba Favela e o artista solo Thauan (conhecido também como Pavuna).

Originado em 2014, o grupo Família Batuke conseguiu reconhecimento na região da Nova Brasília, em que promoviam evento pagode nas proximidades. A partir daí, o grupo sofreu algumas mudanças de integrantes e se estabilizou a partir de 2016, com Thiago Pedroso, de 33 anos, percussionista e compositor do grupo, Dionísio Silva, 29 anos, cantor, compositor e da harmonia e Yan Vilela, 20 anos, percussionista. O nome do grupo é referente aos valores cultivados pelos amigos que se uniram para trabalhar juntos: dedicação, união e comprometimento, como se cada um estivesse cuidando da própria família. Quer acompanhar mais de perto o trabalho do grupo de estar atento às novidades? Eu sei que sim. Então…


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Seguindo na mesma linha e atuando em região próxima ao do grupo Família Batuke (complexo do Alemão), encontramos o projeto Samba Favela, originado do grupo Brincadeira Tem Hora (BTH), com primeiro evento realizado em julho de 2017. A princípio, a ideia era reunir os amigos mais próximos e familiares para confraternização e não se esperava que o projeto tomasse maiores proporções. O primeiro evento recebeu apoio do ex vereador Jorginho da SOS (que cedeu um galpão para realização do evento) e de Elizabete Aparecida, conhecida como Tia Bete, do Centro Cultural Oca dos Curumins. Saiba mais sobre ela nesta matéria do Voz das Comunidades. Com mais gastos do que ganhos, o grupo permanece realizando eventos em todo segundo sábado do mês, de forma gratuita, com ambiente em que não há brigas e sim o contrário, muita diversão entre crianças, jovens e adultos. Ainda ocorre arrecadação de alimentos para os pessoas que mais precisam no Complexo do Alemão. Bom demais né não? O próximo é no dia 15/09, não deixe de ir! É na Estrada do Itararé 320, Ramos, a partir de 19h.

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O próximo grupo vem de outro bairro do Rio de Janeiro, cuja história é atravessada pelo samba: Vila Isabel. O grupo Herança Verdadeira resultou de parceria entre integrantes da Bateria da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel. E não se trata apenas de integrantes da Bateria e sim de filhos, netos, sobrinhos e afilhados de Baluartes e grandes nomes da Escola de Samba e músicos do bairro, oriundos do Morro dos Macacos e adjacências. O grupo viu na realização de rodas de sambas culturais uma grande oportunidade de gerar visibilidade para o bairro, retorno financeiro extra, valorização política e artística.

Dessa maneira, o grupo Herança Verdadeira se configura em uma excelente chance de levar samba para o bairro de Vila Isabel e adjacências, cultivando repertórios de grandes compositores do bairro de Vila Isabel ou que já passaram pelo bairro. O grupo tem como meta principal a realização de apresentações em locais em que o samba seja tratado com o devido respeito e elegância que merece. De forma mais detalhada, o grupo pretende:

  • Oferecer visibilidade ao trabalho de musicistas, com a realização das

apresentações;

  • Resgatar nomes que foram esquecidos pelo grande público;
  • Estimular os mais jovens a apreciarem o samba;
  • Estimular o movimento comercial do local e da região.

Os integrantes são: Marcus do Cavaco (Cavaquinho e Voz), Carlos Jonatt (Surdo e efeitos), Luann Braga (Tan Tan e caixa), Malcon Wallace (Percussão geral), Rogerio Dorneles (Reco Reco e efeitos) e Matheus Birinha (Pandeiro e efeitos).

Em uma próxima coluna traremos mais detalhes sobre o grupo. Aguardem porque vem surpresa.

 

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E a Pavuna mandou avisar que tem samba vindo da sua terra! Thauan, também conhecido como Pavuna, é nascido e criado aos pés do complexo de Favelas do Chapadão. Desde jovem, ele desenvolve seu trabalho na arte, com música e teatro. Atualmente, é ator, cantor, compositor e músico. Quer conhecer mais? Olha esse vídeo aqui, em que ele está com Mv Bill falando sobre perspectiva de jovens periféricos. Tá afim de conferir um pouquinho do trabalho do Thauan? Então pega a vibe clicando no canal dele aqui (não se esqueça do like e de se inscrever). Quer mais? Óbvio né? Então…

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É FUNK QUE VOCÊS QUEREM?

Então é funk que vão ter agora. E tem gente da antiga e que está chegando agora… Pega a visão: Mc Fb, Rafael Pinheiro e os mestres do Trio Batida Clássica.

Tenho certeza que você conhece o Mc Fb. Não tá lembrado? Clica aqui. Quer mais? Então clica aqui.
Somando mais de 900 mil views em vídeos do YouTube e com música na Furacão 2000, Mc Fb, 36 anos e morador do Jacarezinho está voltando pra cena do funk com novos estilos. Confira uma produção nova do Mc clicando aqui

Acompanhe o artista nas redes porque novidades estão por vi. Se inscreva no canal!


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Vamos pra Bangu? Agora é a vez de falar de Rafael Pinheiro, conhecido como Mister Rafa, 37 anos, morador de Rio da Prata, Bangu e que está virando hit pelo Rio de Janeiro.

Mister Rafa possuiu três músicas lançadas: “Essa parada” (rap funk) em que chama atenção para a vida e a amizade, “Chegando junto” (Funk pop), na qual faz uma homenagem às conquistas das mulheres e “Calçadão de Bangu” (Funk 150 BPM).

Com característica irreverente nas letras, como defensor, admirador, porta-voz e pertencente às classes menos favorecidas, Mister Rafa já teve participações em programas como “Os Descabelados” e “Xexelentos da Peri”, de Bruno Black, além de quatro edições do “Baile do Thomaz”. Mister Rafa possuiu outras composições e está trabalhando para que consiga gravá-las.


Para finalizar, eu não poderia deixar de correr atrás desse grupo que está viralizando na internet. Não sabe do que eu estou falando ainda? Então clica aqui. O nome do fenômeno é “Trio Batida Clássica”: Jorge Júnior (no violino), 20 anos, Luís Carlos (no Cello), 21 anos e Gabriel Silva (no Baixo), 24 anos.

O grupo tem menos de um mês de existência e já vem conquistando milhares de pessoas nas rede sociais. A história dos membros do grupo na música começou quando fizeram parte da Orquestra de Cordas da Grota, no Espaço Cultural da Grota, na comunidade da Grota do Surucucu, em Niterói. O trio começou na música com flauta doce e foram mudando os instrumentos: Jorge passou a tocar violino, Luís passou a tocar Cello e o Gabriel passou a tocar baixo. O objetivo do grupo é trazer o funk para os instrumentos clássicos, com mais fidelidade possível à música original. Tenho certeza que você não vai deixar de se inscrever no canal deles!

Essa foi mais uma coluna Voz da Arte, toda dedicada ao funk e ao samba, para mostrar, mais uma vez, que favelas e periferias não são sinônimo de violência.

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