A impunidade que estimula a violência nos estádios

JOINVILLE, SC. 08.12.2013: ATLÉTICO-PR X VASCO - Briga entre torcidas na partida entre Atlético-PR e Vasco, válida pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro 2013, na Arena Joinville, em Joinville (SC). (foto: Geraldo Bubniak /Fotoarena/Folhapress)

São inúmeros os casos de confusões e brigas dentro dos nossos estádios de futebol, mesmo com o esforço da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em modernizar o futebol brasileiro. A nossa legislação já possui desde 2003 o Estatuto de Defesa do Torcedor na qual busca pôr fim às brigas nos estádios, em 2010 o estatuto passou por uma reformulação.

O Estatuto de Defesa do Torcedor começou a ser realizado depois dos trabalhos das CPIs que investigaram o futebol no Brasil, onde participaram das discussões personalidades do futebol na época, como o ex-técnico Carlos Alberto Parreira, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o relator da CPI do Futebol, o então senador Geraldo Althoff.

Na maioria dos casos onde há brigas, os torcedores são pegos em flagrante e levados a delegacia, no entanto, são liberados após registrarem o boletim de ocorrência. A falta de delegacias especializadas acaba gerando esse descontrole, facilitando o retorno dos torcedores envolvidos em brigas nos campeonatos. Um exemplo recente é o caso do torcedor corintiano Tadeu Macedo, preso na Bolívia por envolvimento na morte do jovem torcedor Kevin Douglas Beltrán de 14 anos, foi detido pelo envolvimento em uma briga com torcedores rivais em abril deste ano.

É visto que a impunidade incentiva a prática do crime dentro do estádio, tendo em vista que se o criminoso tem certeza que vai ser detido e punido dificilmente cometerá o delito. Então, o fim da impunidade começaria a banir o comportamento selvagem que existe dentro dos estádios.

Sem o Estatuto de Defesa do Torcedor sendo aplicado como deveria, a violência tende a crescer no estádio e em seu entorno. Além disso, a questão da segurança dos torcedores e das famílias não está sendo tratada como deveria, já que não se observa uma medida efetiva na qual traga uma garantia de proteção nos estádios.

Após as brigas, é notado que não adianta mover esforços para punir o clube de futebol com a perda de pontos, multas e até o fechar o estádio e realizar jogos sem torcida, isso significa punir a torcida inteira pelo ato de poucos torcedores. O foco deve ser acabar com a impunidade dos criminosos infiltrados dentro da torcida, punir as pessoas que querem que a coletividade pague pelos ocorridos.

briga-estadio

É necessário criar um sistema que registre todos os torcedores, com isso fazer o cadastramento das torcidas organizadas, e também a restrição de acesso ao estádio de torcedores suspensos, que poderia ser mais eficaz caso a lei exigisse a instalação de controle biométrico na compra de ingressos e entrar nos estádios.

AUTOR:

Cryslan_de_moraes_colunistafixooficial

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