Adolescentes ministram debate sobre Direitos Humanos no alemão

Em comemoração ao dia internacional dos Direitos Humanos, a Educap em parceria com a Secretaria de Promoção de Saúde e Unilever, promoveram um encontro de crianças e adolescentes para dialogarem sobre Direitos Humanos, na Vila Olímpica Carlos Castilho, no Complexo Alemão.

Luciano Daniel, um dos palestrantes do Fórum informou que o objetivo do debate é mostrar para jovens e crianças os direitos delas. “ Tem muito adolescente desocupado. Essa geração precisa evoluir. Tem que ter conhecimento”.

Os jovens se dividiram em grupos e discutiram temas como racismo, educação, saúde, lazer, cultura entre outros. Eles também relataram para os agentes comunitários de direitos humanos, os problemas que enfrentam na comunidade.

O assunto mais abordado foi a violência, de acordo com as crianças o tiroteio não tem hora nem lugar para acontecer.

“A gente não tem direito de brincar, eu só fico em casa, isso tem que terminar, não aguento mais”.  Conta Cristian Yan de 11 anos.

Algumas crianças também reclamaram que têm dificuldade de fazer o exame eletrocardiograma na Clinica da Família, para se inscreverem na escolinha de futebol. Eles alegam que demora muito, uma vez que eles necessitam do exame para participarem dos campeonatos.

A presidente da Edcucap, Lucia Cabral destacou a importância desse encontro com os jovens. “Dentro da favela as crianças também gostam de dialogar sobre seus direitos, mas não tem quem as escute”. De acordo com Lucia o objetivo é fazer uma carta relatando esses problemas e enviar para a presidente Dilma Rousseff e para ONU (Organização das Nações Unidas).

Cleo Clima, representante da Secretaria de Promoção de Saúde (Foto: Betinho Casas Novas)

Cleo Clima, representante da Secretaria de Promoção de Saúde (Foto: Betinho Casas Novas)

Cleo Clima, representante da Secretaria de Promoção de Saúde ressaltou que muitos direitos dos moradores, principalmente das crianças são violados na comunidade. Ela ainda destacou o clima tenso que a favela vive no momento. “O morador do Alemão precisa ser ouvido em todo o mundo. Não é só na Palestina que está havendo uma guerra”.

O Fórum sobre Direitos Humanos começou às 14h e terminou às 17h.

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