Complexo do Alemão organiza manifesto pela paz na comunidade

Moradores do Complexo do Alemão se juntaram às dez horas da manhã de hoje (9), em uma caminhada pela paz na comunidade. O ato contra a onda de violência que vem acontecendo não só no conjunto de favelas do alemão, mas sim, em todas as favelas pacificadas e não pacificada do rio de janeiro, reuniu cerca de 30 moradores que fizeram uma caminhada em todas as principais áreas de conflitos eminentes do conjunto de favelas do alemão. Na caminhada, faixas e bandeiras com dizeres de Paz foram erguidas durante todo o trajeto, muros foram grafitados com a permissão dos moradores, gritos de paz, uma oração foi feita em respeito as vitimas, tantos os moradores, quanto os policiais militares mortos nos confrontos, foram homenageados durante todos os trajeto.

No dia 29 de julho, quinta-feira, moradores organizaram um twittaço para conscientizar a mídia e o mundo da situação no Complexo. Com quase três mil tweets e um alcance de quase 2 milhões de pessoas, a hashtag#SOSComplexoDoAlemão foi usada para relatar a violência policial e o terror diário dos moradores. A intenção do twittaço era de pedir socorro à mídia nacional e internacional.

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O ato de 9 de agosto teve uma caminhada pela favela que começou na estação do teleférico de Palmeiras. Moradores desceram a favela até a estrada do Itararé pela Alvorada, convidando outros moradores a participarem do manifesto em suas próprias casas, colocando bandeiras brancas com pedido de paz e/ou bandeiras pretas para expressar o luto pelas vítimas pacificadas. Artistas do Complexo do Alemão grafitaram casas de moradores com suas permissões.
Há mais crimes hoje nos complexos de favelas do Alemão e da Penha que antes da ocupação das UPPs, de acordo com o jorna O Estadão.

No dia 3 de agosto, um jovem de 20 anos (Rhuan Vianna) foi baleado nas costas durante um ‘patrulhamento de rotina’ policial.
No dia 27 de julho, o senhor Antônio França, de 60 anos, saia de casa para trabalhar quando foi assassinado com um tiro no tórax em Nova Brasília.
No dia 27 de abril Dona Arlinda Bezerra de Assis, de 71 anos, morreu durante um tiroteio entre PMs e traficantes, ao tentar proteger seu neto.
No dia 25 de julho, Cátia Valéria Borges Alves, de 26 anos, foi encontrada morta por um tiro em sua casa.
No dia 29 de julho, dois adolescentes de 14 anos foram baleados.
De janeiro à julho de 2014, 173 policiais foram baleados no Estado do Rio de Janeiro – 46 destes morreram.

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