Complexo do Alemão recebe candidatos a governador do Rio de Janeiro

  • Dividido em blocos de perguntas, os presentes puderam apresentar propostas que atendem às necessidades das favelas

Quatro candidatos ao cargo de governador do Rio de Janeiro nas eleições 2018 estiveram na Vila Olímpica Carlos Castilho, no Complexo do Alemão, no último sábado (15/09) para um encontro com os moradores de favelas do Estado.

Dayse Oliveira (PSTU), Marcelo Trindade (NOVO), Pedro Fernandes (PDT) e Tarcísio Motta (PSOL) responderam a perguntas sobre os seguintes eixos: saúde, educação, cultura, esporte e lazer e segurança pública. André Monteiro (PRTB), Índio da Costa (PSD), Luiz Eugenio Honorato (PCO) e Marcia Tiburi (PT) também foram convidados e confirmaram presença ao encontro, mas não compareceram no dia.


Divididos em blocos, durante cerca de três horas e meia, os candidatos presentes tiveram quatro minutos para responder a perguntas enviadas previamente por diferentes pessoas de todas as regiões do Estado.

Cultura e Educação

Os candidatos discutiram sobre os investimentos que pretendem fazer com o fundo público para estimular a cultura na favela, além de formas de acabar com a evasão escolar.

Foto: Jacqueline Fernandes

Foto: Jacqueline Fernandes

Tarcísio Motta garantiu ser necessário existir um pé de igualdade entre as organizações públicas e as comunidades cariocas, onde os artistas e os moradores tenham direito a gerir os próprios equipamentos culturais, como teatros, lonas e praças, além de afirmar ser necessário que “tenha transparência nas instituições para garantir a gestão dos próprios agentes sociais”, afirmou.

Foto: Jacqueline Fernandes

Foto: Jacqueline Fernandes

Dayse Oliveira foi categórica ao comentar que para combater a violência nas escolas é preciso trabalhar com a sociedade em geral. “É necessário investir na saúde e educação e também melhorar o salário dos professores. É preciso ter verba, anular as isenções fiscais. Primeiramente é preciso acabar com a criminalização das drogas e a desmilitarização da polícia militar unificando a força de segurança em uma só”, defendeu.

Foto: Jacqueline Fernandes

Foto: Jacqueline Fernandes


Já o Marcelo Trindade, apresentou ser de extrema importância atrair os profissionais para a carreira do magistério público, inclusive estimular um mutirão entre os pais e os alunos para que juntos possam discutir os problemas estruturais das escolas públicas. “É preciso tornar os professores uma carreira de destaque na sociedade”, completou.

Foto: Jacqueline Fernandes

Foto: Jacqueline Fernandes

Pedro Fernandes disse que investir em estágios obrigatórios será uma forma de inserir o jovem no mercado de trabalho e garantir que tenham oportunidades de estudo e carreira futura. “É uma chance maior de competir com o crime organizado e precisamos buscar caminhos para ajudar financeiramente os jovens”, completou.

Teleférico do Alemão

Uma das perguntas enviadas foi sobre a questão do Teleférico do Complexo do Alemão, parado há mais de 2 anos e que transportava centenas de pessoas todos os dias.

Pedro Fernandes respondeu que é um problema de gasto público e que é necessário fazer planejamento para não ter desperdício de verba. Além de retomar o funcionamento do meio de transporte rapidamente.

Moradia


Tarcísio Motta afirmou que a questão das moradias sociais tem que ser reavaliada e pensada de acordo com a vivência do morador. O candidato defendeu que é uma violência o que os governos anteriores fizeram ao afastar os moradores de favelas ocupadas para pontos afastados do centro do Rio e com uma ajuda de custo baixa que não é capaz de suprir os gastos com aluguéis. Como sugestão, ele disse ser importante pensar em locais para habitação próximos ao centro do Rio.

O sociólogo e escritor, Fred Graniço, é morador de Maricá e foi até o Complexo para participar do encontro. Ele comentou que iniciativas assim são importantes não somente para o Alemão, mas também para todas as outras comunidades cariocas. “A temática da favela tem toda essa abordagem capaz de estimular e pensar em novos projetos para o interior do Rio também, uma vez que a relação da favela com o poder público é difícil onde os moradores de comunidades são colocados em segundo plano. Essas ações são úteis pois traz os candidatos para outros ambientes onde os debates podem ser mais próximos das populações pobres”, finalizou.

Foto: Jacqueline Fernandes

Foto: Jacqueline Fernandes


Ao final, cada candidato agradeceu o convite para participar do encontro e puderam falar sobre os motivos que merecem ocupar o governo do Rio.

O evento foi organizado pela Agência de Notícias das Favelas com o objetivo de promover uma conversa entre os candidatos, onde eles puderam apresentar ideias sobre o seu plano de governo e mostrar em quais pontos teriam preocupação com o público favelado.

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