Exército começa retirada do Complexo do Alemão nesta terça-feira

Primeiras UPPs serão inauguradas nas favelas da região. Gradualmente, as tropas serão substituídas pelas forças de segurança do estado

Primeiras UPPs serão inauguradas nas favelas da região. Gradualmente, as tropas serão substituídas pelas forças de segurança do estado.


Nos próximos dois dias, as tropas do Exército começam a sua retirada gradual do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Os homens da Força de Pacificação serão substituídos por soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque, para a instalação das primeiras UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na região, nas favelas Nova Brasília e Fazendinha.

Desde a manhã desta segunda-feira, policiais já fazem a varredura nas localidades, em busca de armas, munição, drogas e bandidos. O Exército reforçou as barreiras de segurança, aumentando o número de homens e de blindados nas entradas do complexo.

Pelo Twitter, a Secretaria estadual de Segurança Pública ressaltou a intensificação das revistas a moradores e veículos na região.

“Nos próximos dias, soldados do Bope e do Choque começarão a substituir tropas do Exército e preparar chegada das UPPs no Alemão e na Penha. Esta será a nova etapa do processo de pacificação dos Complexos do Alemão e da Penha. As forças policiais farão várias revistas à procura de criminosos que ainda possam estar atuando nas comunidades. Essa ação faz parte da estratégia de pacificação e a colaboração da comunidade é muito importante. Lembre-se de andar sempre com seus documentos. E os motoristas e motociclistas devem estar com toda a documentação em dia”

A Força de Pacificação, que conta com 1.600 homens, tem sido responsável pelo patrulhamento dos complexos da Penha e do Alemão. A previsão de retirada era 31 de outubro do ano passado, mas o prazo teve que ser adiado. O convívio prolongado e os métodos militares levaram a um desgaste natural entre as tropas e os moradores.

Os criminosos remanescentes também tem causado transtornos. Só no último mês de fevereiro, os militares foram alvos de 89 ataques nas favelas da região, muitos deles com armas de fogo. Na semana passada, membros da tropa denunciaram que traficantes estão obrigando crianças a transportarem armas e drogas para os complexos do Alemão e da Penha.

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