Gastronomia é a arte da transformação – A pensão da Jane

Foto: Renato Moura

Jane da Silva, quarenta e sete anos, desses, quarenta como moradora do Complexo do Alemão. Começou a vender refeições há três anos como uma necessidade, mas hoje admite que é gratificante.

Ela conta que aprendeu a cozinhar com uma vizinha. Rabada, feijoada, língua – “que parecia uma carne assada de tão boa”. E parece que valeu a pena tanta dedicação, os clientes não tem o que reclamar: “todo mundo gosta da minha comida, fala que meu tempero é muito bom”.

Foto: Renato Moura

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Durante muito tempo Jane só cozinhou dentro de casa mesmo, mas para angariar recursos para a sua igreja, ela se propôs a fazer e vender caldos. Foi um sucesso, a igreja foi transferida para um local próprio e os caldos da Jane ficaram famosos. Para ela, o segredo é o tempero.

Dos caldos na igreja passou a vende comida. Arroz, feijão, farofa (que é o que ela mais gosta). Todo dia são três ou quatro tipos de comida. Mas os caldos continuam, seja quando acontece chás de bebe ou aniversário, “todo mundo gosta”.

Foto: Renato Moura

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No Circuito Gastronômico de Favelas do próximo dia 18, domingo das 12h às 20h na Rua Engenheiro Manoel Segurado, Jane vai levar alguns tipos de caldos. A dificuldade que ela encontrou foi escolher os sabores para o evento – tem o de abobora com carne seca, o de aipim e frango, o caldo verde, mocotó. A certeza que ela tem é que o caldo dela é o melhor! Isso porque ela faz com todo carinho e amor, além do tempero, claro.

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