Moradores do Reservatório protestam contra atuação da Upp Nova Brasília

O protesto reuniu moradores e lideranças locais da comunidade

Foi realizado no início da noite desta segunda feira (28) um protesto na comunidade do Reservatório da Mourão Filho, parte interna do Complexo do Alemão, pelos moradores e lideranças da comunidade, contra a atuação imposta pela Upp Nova Brasília. Segundo os organizadores, o protesto seria contra a posse forçada e sem aviso, de um espaço social, onde funcionava também uma associação de moradores, para funcionamento da nova base da Upp Nova Brasília. A antiga base da Upp Nova Brasília era dentro de um colégio estadual, onde também sofreu fortes criticas de moradores e ativistas locais, até a base sair do local. A base foi transferida para uma antiga Caixa D’água na comunidade do Reservatório no inicio desse ano, onde houve a manifestação de hoje.

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Moradores levaram faixas até a entrada da base da Upp Nova Brasília Foto: Renato Moura

Segundo o presidente da associação dos moradores do Reservatório, Buruca, os militares entraram na associação sem aviso prévio de posse, retirando todos os equipamentos do local. Ainda segundo Buruca, a associação tinha autorização da CEDAE (empresa de abastecimento de água) para utilizar o espaço, onde funcionava diversas atividades esportivas para a comunidade. Cerca de 50 moradores foram para o protesto, onde caminharam até a entrada da base e fizeram um minuto de silencio pela perda do espaço. O protesto terminou com uma reunião dos moradores junto com as lideranças locais e o presidente da associação de moradores.

Pela internet

Os moradores da comunidade reclamavam pelas redes sociais da nova base. Segundo postagens na rede social Facebook, desde a entrada dos militares no local o índice de violência aumentou na região. “Desde que a Upp Nova Brasília veio para cá os tiroteios são intensos, aqui era uma paz, as crianças faziam esporte dentro do reservatório e agora não podem mais por que não temos mais o espaço…” reclamou a copeira “X”, que preferiu não se identificar, de 43 anos, em sua rede social.

Procurada, a assessoria de imprensa das Upps ainda não se pronunciou sobre a denuncia de moradores sobre os tiroteios constantes na região.

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