Na favela tem meio ambiente

Paralelo ao Rio + 20 acontece essa semana, 13 a 22/ junho, Cúpula dos Povos no Complexo do Alemão, a Mostra Eco Periferia leva para a pauta de debate o tema “A Favela na Agenda dos Direitos Sociais e Ambientais”.

Durante a manhã, participaram da mesa de debate: Edson Gomes, Verdejar, Alan Brum, Raízes em Movimento, Robson Borges, Cooperativa Eu Quero Liberdade, Jorge, Observatório de Favelas e Leonardo, Fio Cruz, que compartilharam experiências e questionamentos: “Existe meio ambiente na favela?” “Como que é esse meio ambiente?” “Como ele deve ser preservado?”.

Com a Palavra Edson Gomes, ONG Verdejar que desde 97 atua na comunidade, disse que norteou boa parte do seu trabalho com a pergunta: “Na Favela tem meio ambiente?”, com a reposta dessa pergunta veio o desenvolvimento da ONG com agroecologia e permacultura urbana. Além disso, Edson afirmou ser contra os ecos limites e cercas de separação da comunidade com o verde.

“Eu sou a favor de placas de sinalização e conscientização. A comunidade e o verde tem que conviver juntos numa relação de respeito, no qual um cuida do outro”, declarou.

Logo mais, Robson Borges se pronunciou, compartilhando um pouco da história da ‘Cooperativa Eu quero Liberdade’, o projeto busca alternativas de inclusão de egressos na sociedade e no mercado de trabalho de maneira solidária, participativa e sustentável, promovendo educação ambiental, a coleta e o beneficiamento do óleo vegetal para fabricação de sabão.

“Segundo pesquisas, a favela produz por volta de 10 toneladas de resíduos gerais. Entre esses resíduos podemos dizer que quatro toneladas são pet, papelão, plástico. Lixo para muitos, mas riquezas para alguns. Por que a própria comunidade não pode se empoderar desse recurso e gerar renda? Em vez de chegar uma empresa de fora e gerar lucro para si”, questionou.


Além disso, Robson levantou a questão dos resíduos sociais. “O que o estado faz com egressos, catadores, moradores de rua e deficientes mentais? Quem vai cuidar desse resíduo social? Muita gente acha que eles não tem valor e precisam ser jogados fora. Existem valores maiores que o monetário e a responsabilidade social precisa ser compartilhada”, reforçou.

Responsabilidade ambiental precisa vir junto com responsabilidade social.

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