Voz da comunidade faz intercâmbio em Nova York, nos Estados Unidos

O Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira (8) a escolha dos jovens Renê Silva, de 19 anos, e Daiene Mendes, de 22 anos, do jornal Voz da Comunidade, do Conjuto de Favelas do Alemão, no Subúrbio do Rio, para participar do primeiro intercâmbio em jornalismo comunitário entre o Brasil e os EUA a ser patrocinado pelo governo norte-americano.

Antes da viagem dos brasileiros para os Estados Unidos, os jovens repórteres do Voz da Comunidade receberam dois jornalistas comunitários ligados à organização norte-americana Brotherhood/Sister Sol, Marsha Jean-Charles e Nicholas Peart.
Eles chegaram ao Rio para uma visita de uma semana. Marsha e Nicholas, ambos de 24 anos, visitaram o Complexo do Alemão, conheceram a redação da Voz da Comunidade e andaram de teleférico. A viagem dos brasileiros aos EUA está prevista para março deste ano.

Expectativa

Renê e Daiene foram escolhidos depois de um processo de seleção feito pelo consulado. “Quando eu vou para fora do Rio (Renê já foi para a Inglaterra nas Olimpíadas de 2012 para o revezamento da tocha olímpica), eu sempre pergunto muito como é a relação das pessoas, como funciona o veículo de comunicação comunitária, como funcionam as favelas, tenho muita curiosidade. Espero ver que também existem problemas sociais, porque não é só nas favelas. Problemas sociais estão em todo o lugar. A gente vai lá para mostrar ao pessoal do Brasil e do Alemão que a gente tem problemas tanto aqui quanto lá fora”, explicou o jovem.

Já Daiane contou que fez uma caixinha para a família ajudar com as despesas da viagem.“Nunca viajei, nunca andei nem de avião, estou muito ansiosa, estou com muita expectativa para esse momento”, disse ela.

“Essa chance, essa novidade, foi graças a toda essa mudança que está acontecendo aqui na nossa comunidade. Antes isso não seria real, não seria viável. Não passa pela nossa cabeça, quando a gente lembra de como a gente vivia, essa realidade, o consulado vir aqui, quando dois jovens americanos viriam aqui? Isso era inatingível”, disse a jovem, que faz faculdade de Comunicação Social.

Realidades parecidas
Os americanos enfrentaram muito calor no primeiro dia de intercâmbio. Mas ambos disseram que estavam felizes por conhecer a realidade de uma favela carioca.“Foi interessante porque as coisas que eles fazem são similares com o que a gente faz. A situação aqui no Alemão é parecida com a situação em Harlem”, afirmou a jovem Marsha.

Ela citou o acesso à educação como uma das principais coisas em comum entre as duas comunidades. “Há pessoas marginalizadas”, disse ela.

Já Nicholas ressaltou a falta de infraestrutura no Alemão. “A maior diferença é a condição de moradia”, disse ele.

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