Watergate e a manutenção do poder

Há exatos 42 anos ocorria à renúncia do presidente Nixon. Em meio a um caos político que se alastrou pela Casa Branca e pelas esquinas de Washington, Nixon decidiu renunciar antes que sofresse com o resultado do processo de impeachment que havia sido instaurado contra ele. Sem maioria no Congresso, o presidente decidiu sair ante a iminência de uma vergonha maior.

Olhando a historia de Nixon, necessário se faz observar um aspecto interessante na política: o que os agentes políticos fazem para se manter no poder, ou basicamente, a manutenção do poder. Poder corrompe? Não sei, mas posso dizer que seduz tal quais as sereias de Ulisses, e você acaba ficando obcecado em mantê-lo. Ou ter mais. A capacidade de ter milhões sob a sua mão atrai desde o religioso ao político. Não é de se deixar notar a crescente manipulação de agentes para a alçada do poder. Fascina, sim, muito. Mas é um perigo nas mãos de quem não sabe usá-la. Trazendo para o nosso contexto debatido, talvez quando Nixon se tornou o maior líder do mundo em uma época voraz como a Guerra Fria, ele tenha deixado a paranóia percorrer seus corredores mentais a ponto de ver inimigo aonde não existia.

O erro de Nixon foi pensar que seu poder era ilimitado. Eterno. Imune a justiça. Seu erro foi pensar que não ele não deixaria pistas. Mas deixou. E incrivelmente, foram dois jovens jornalistas quem descobriram tudo. Foi a sagacidade jovem contra a arrogância madura. E no final o mais intrépido venceu.

Nixon morreu em 1994. Lutou em duas décadas para afastar seu nome do escândalo Watergate. Já o hotel que atende ao mesmo nome supracitado já não possui mais o glamour de outrora, embora seus proprietários estejam em busca de revitalizar seu apagado sucesso. Watergate e Nixon: duas palavras em comum e atreladas para sempre na historia.

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