Paraíba, onde o sol nasce primeiro e vê o futuro despertar

Meu nome é Jândesson Antero. Tenho 20 anos, curso Ciências Econômicas, moro na Paraíba e me divido entre os municípios de João Pessoa, que é a capital paraibana, e Baía da Traição, município indígena do Litoral Norte do Estado onde praticamente todos os meus parentes residem.

João Pessoa tem quase 800 mil habitantes e 430 anos de história, o que a faz uma das mais antigas capitais do Brasil. Por ter muitas árvores, foi considerada a segunda cidade mais verde do mundo e chama a atenção pela suas belas praias e um ritmo suave de movimentação cotidiana, sendo uma das melhores capitais para se desfrutar da aposentadoria.

JP tem aproximadamente 20 bairros/comunidades: Cristo Redentor, Ernesto Geisel, José Américo, Gervásio Maia, Costa e Silva, Indústrias, Alto do Mateus, Cruz das Armas, Ilha do Bispo, Róger, Padre Zé, Padre Hildon Bandeira (Torre), São José, Mandacaru, Castelo Branco, Timbó (Bancários), Penha, Mangabeira, Funcionários II e Novais.

O bairro de Mangabeira, onde moro, é o mais habitado da cidade. Abrigando quase 100 mil moradores, é como qualquer outro bairro da Zona Sul do Brasil onde as comunidades estão presentes: apresenta problemas de saneamento básico e violência urbana, que cresce no mesmo ritmo de seu desenvolvimento.

​Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes - João Pessoa

​Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes – João Pessoa

No meio de tantos que lutam para esse progresso da cidade, encontramos trabalhadores que muitas vezes saem do Brejo Paraibano, Litoral Sul, Norte e do Sertão para tentar a vida na cidade grande querendo realizar seus sonhos. Minha família não fugiu dessa realidade. Moramos na capital com o mesmo objetivo que parece bastante comum neste país – pra quem sabe e já participou desse êxodo rural.

Um exemplo de hoje que me deixa orgulhoso é ver que muita gente jovem da cidade da Baía da Traição  que ingressa em uma Universidade pública (como eu) para ampliar seu conhecimento, com a ajuda de cotas indígenas e auxílios que visam garantir a permanência desses descendentes na graduação. Pois mesmo que não concordem com sistema de cotas, temos que ter a consciência da diferença que existe e da dificuldade de um povo que não teve por muito tempo o acesso ao ensino.

Acredito que o ensino transforma a realidade, tendo transformado aos poucos a minha, e mesmo que vivamos nas mais difíceis e adversas situações de vida, nós temos o poder para transformá-la na melhor forma possível, trabalhando e criando o futuro.


Escrito por: Jândesson Antero

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