Enterro de jovens mortos no Alemão é marcado por revolta e pedidos de justiça

Amigos protestam durante enterro de Gustavo Silva Foto: Betinho Casas Novas
Fotos: Betinho Casas Novas / Jornal Voz das Comunidades

Os jovens que foram mortos atingidos por balas perdidas no fim de semana, foram enterrados na tarde deste domingo no Rio de Janeiro

Alemão – Foram enterrados na tarde deste domingo (24), os corpos dos jovens Bruno de Souza, 24 anos e Gustavo Silva, 17, ambos mortos atingidos por balas perdidas, enquanto ocorria uma troca de tiros no Complexo do Alemão. Bruno, que era militar do Batalhão de guardas do Exército, foi morto atingido dentro de casa na 港股开户 comunidade da Sabino, parte interior do Alemão. O enterro de Bruno foi no cemitério do Caju, Maré, e contou com a presença dos amigos, familiares e alguns militares do exército. Já o enterro de Gustavo, começou com uma passeata dos amigos, familiares e vizinhos da comunidade da Fazendinha até o cemitério de Inhaúma na Zona Norte do Rio.

Amigos, parentes e familiares de Gustavo, caminharam da comunidade da Fazendinha até o cemitério de Inhaúma em protesto pela morte do jovem e pela violência na comunidade Foto: Betinho Casas Novas

 

 

A passeata contou com a presença de aproximadamente cinquenta pessoas, que pararam as ruas no entorno do Alemão com carros, motos, cartaz e balões. “Sempre levarei o seu sorriso em meu olhar…” dizia um dos cartazes que um dos amigos carregava pelas ruas. Gustavo foi morto na manhã desta última sexta-feira, feriado, na comunidade da Alvorada, enquanto caminhava para o seu trabalho em uma padaria há 300 metros do local onde morreu. Gustavo não resistiu aos ferimentos morrendo no local.

“JÁ NÃO ADIANTA MAIS PEDIR JUSTIÇA”

Eles falam tanto em paz mas, pra gente que só conheceu a guerra, a Paz não existe…” contou um dos amigos de infância de Gustavo. Foto: Betinho Casas Novas / Jornal Voz das Comunidades

Ambos os enterros foram marcados pelos mesmos pedidos: Justiça! No enterro do militar do exército, Bruno, os amigos, revoltados com a situação que ocorre no Alemão há mais de 4 dias direto, clamavam por “socorro“, para a comunidade. “A gente já não aguenta mais tanta violência, basta!” desabafou uma amiga de Bruno. Já no enterro de Gustavo, a revolta era maior. “O pedido de justiça ficou marcado na vida e na fala diária dos moradores do Alemão. E já não adianta mais pedir justiça, Paz… Eles falam tanto em paz mas, pra gente que só conheceu a guerra, a Paz não existe…” desabafou Joelinton do Nascimento, amigo de infância de Gustavo, vestido com uma camisa onde estampava uma foto de uma das festas que curtiu com Gustavo.

O corpo de Gustavo foi enterrado as 15h no cemitério de inhaúma. Já o do militar Bruno de Souza, foi enterrado ao meio dia.

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