Intolerância Religiosa: Até quando? #OPINIÃO

ARTIGO DE OPINIÃO: O Rio de Janeiro lidera o ranking sendo o estado com maior número de denúncias que envolvem discriminação religiosa, no país. Foram registradas 79 ocorrências, um crescimento de 119% em apenas um ano. O ataque é mais comum, entretanto, em religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. No Brasil, a intolerância religiosa é classificada como crime e a pena pode variar de um a três anos de prisão, mais pagamento de multa.

Isso, todavia, não intimida os intolerantes e o número de denúncias vem crescendo, assim como o de ataques. Fico espantada com a capacidade que, alguns seres humanos têm, de atacar a crença do outro, de criticar o outro pelo simples fato de pertencer a uma religião diferente. Quantas pessoas lutaram pelo fim da censura, pelo fim da escravidão e, quando penso que evoluímos agora temos que lutar pelo fim da intolerância religiosa.

Uma notícia divulgada pelo G1 informou que, em uma semana, a Secretaria Estadual de Direitos Humanos recebeu seis denúncias de intolerância, em Nova Iguaçu, baixada fluminense. Uma mãe de santo teve o seu centro invadido e os bandidos levaram uma geladeira, uma televisão, além de subtraírem peças religiosas.

Eu, por ser espírita (kardecista) sei bem o que é isso. Muitas pessoas já me olharam estranho quando disse que sou espírita, alguns perguntam como tudo funciona, e eu explico. Outros, entretanto, tiram suas próprias conclusões e fazem julgamentos sem ao menos ter ido uma única vez a um centro. Essas pessoas, porém não querem ouvir uma explicação e nem se quer aceitam ir conhecer a religião e desmistificar certos pensamentos.

O Brasil não tem uma religião oficial, nenhuma, então, é melhor ou pior que a outra por representar o país, todas são iguais e devem ser respeitadas. No dia 21 de janeiro, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e, em muitas cidades, ocorrem passeatas, palestras para conscientizar os religiosos e não religiosos que o mais importante é aceitar e respeitar o outro como ser, independente se ele é católico, evangélico, ateu, umbandista.

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