O dia de Gleici, Wagner e Viegas no Complexo do Alemão

A primeira visita extra oficial da Gleici no Rio foi em uma favela. No Complexo do Alemão.

Dia 27 de abril, oito dias após a final do BBB 18 em que Gleici foi consagrando campeã, estariam ela, Wagner e Viegas no conjunto de favelas do Complexo do Alemão. Eles chegaram pouco antes do meio dia na sede do “Voz das Comunidades” e puderam conhecer um pouco da história do jornal e do trabalho que desempenhamos nas campanhas especiais, como a de páscoa e natal. Foi montada uma programação pela equipe do Voz que percorreu por alguns projetos em diferentes localidades da comunidade. A primeira parada foi no muro grafitado na Rua do Itararé, em frente ao Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, em homenagem a vitimas da violência (e impunidade), como Mariele Franco (que estampa a camisa do Wagner) e o mototaxista Caio, morto ali mesmo no Alemão. Denize, mãe de Caio  conversou com os três e contou um pouco das dificuldades e batalhas que marcam sua vida.

Seguindo o percurso, os ex-bbbs, foram ao projeto “Oca dos Curumins”, e puderam conhecer “Tia Bete”, que desenvolve junto com outros voluntários, aulas de alfabetização para crianças, jovens e adultos desde 1977.

Depois de uma parada para o almoço, Gleice, Wagner e Viegas foram ao CRJ ALEMÃO (Centro de Referencia a Juventude) assistir uma apresentação de balé e outra de hip hop de alunos do projeto “Vidançar”.

A próxima e última parada foi na Casa Brota, um espaço de criação coletiva. Quem os aguardava eram as alunas do projeto “Favela é Fashion”, criado há sete anos pela Juliana Henrik. Meninas fizeram um desfile de moda na laje da casa. Juliana acredita que mais que moda ela busca ensinar respeito aos mais velhos e comprometimento com os estudos em seus alunos.

Durante todo o trajeto, uma multidão de pessoas, moradores da comunidade acompanhavam. Gleici, Wagner e Viegas atenderam todos com muita simpatia e parando para tirar fotos. Foi tanta repercussão que “GleignerVozDasComunidas” chegou a ser o assunto mais comentado no Twitter.

O convite para a visita partiu do Rene Silva, fundador do “Voz das Comunidades”. Essa foi a segunda vez em que os dois se encontram. A primeira foi em 2013, quando Rene foi ministrar uma palestra (sobre o Voz) na faculdade em que Gleici estudava. Pensa em coincidência. Pois é, foi mais que isso: é representatividade. A favela foi o primeiro lugar que Gleici conheceu no Rio.

Acreana, periférica, negra, acabou despertando no povo uma identificação com sua história como nenhum outro ganhador do BBB. Gleici representa uma classe de meninas guerreiras, através de frases, como a estampada em sua camisa: “lute como uma garota”, e também por suas ações. Sim, elas podem.

Gleici pode nos dizer. Soube o que fazer. E agora chegou onde nem poderia imaginar. Ela é o exemplo que muitos moradores de favelas e lugares periféricos podem ter. “Invisíveis”, assim como um dia ela foi. O holofote que está sobre ela não reflete a vaidade de alguém que busca apenas um reconhecimento, mas sim ecoar seus ideais e as causas em que acredita. Trazer esperança para aqueles que nunca souberam sonhar!

Faço minhas as palavras (cantadas) de Anitta, Gleici foi a sensação da favela!

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