Série ‘Conversas Cariocas’ na ESPM levanta questões sociais

Tive o prazer de participar ontem (29/08) da série ‘Conversas Cariocas’ na ESPM. A expectativa era ouvir um debate caloroso entre Rafael Dragaud, roteirista e diretor (TV Globo), Marcus Faustini, idealizador da Agência de Redes para Juventude e Junior Perim, coordenador executivo do Crescer e Viver, levantando reflexões sobre o Rio de Janeiro  o ontem, o hoje e quem sabe o de amanhã?

Além de um panorama a respeito dos movimentos sociais e seu papel nas mudanças da cidade, um novo olhar foi apontado para o futuro. Não digo um futuro distante, mas um futuro que começa hoje e se torna constante a cada amanhecer. “O pacto da cidade é o pacto entre as diferenças e na diferença produzir desigualdades”, declarou Faustini.

Marcus Faustini, talvez o lado intelectual do grupo, reforçou a ideia de que as novas oportunidades da cidade não estão acabando com as desigualdades. Segundo ele essas desigualdades não estão apenas no campo social e econômico elas estão também no campo das representações, do imaginário. “É preciso máquinas expressivas para todos”, afirmou.

Rafael Dragaud, que representava uma classe média não estagnada ou passiva ás questões sociais, contou sobre sua trajetória de vida, sua profissão e seu envolvimento com a Cufa e o AfroReggae, momentos de sua vida que o fizeram quebrar o circuito pré-estabelecido e encontrar o outro diferente. Esse outro somos nós e também eles?

Junior Perim, de forma doce e alegre abriu o baú das memórias de sua infância pobre, mas não de toda triste. Na verdade nada do que ele falou parecia triste, eram experiências, marcas da vida, que o fizeram ser o que ele é hoje.

Perim, criador do Crescer e Viver criticou o crescimento da cidade do Rio de Janeiro, que apenas privilegia alguns e declarou “É um bom negócio radicalizar a democracia”.

Parabenizamos a ESPM pela iniciativa e desejamos que ela procure sempre promover encontros entre os diferentes, e mais que isso, abrir a oportunidade para que outras classes econômicas possam ter acesso a faculdade, não como objeto de estudo, mas como protagonistas de uma nova história e quem sabe de um novo carioca.

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