Violência contra a mulher: Vitimismo ou uma realidade ainda oculta?

Foto: Reprodução/Internet

A cada dia que se passa,o número de registros de violência (seja ela física, verbal, moral, doméstica, etc.) as mulheres, na maioria das vezes, praticados pelos próprios parceiros ou parentes próximos, cresce no Brasil. Tendo em vista tudo isso, por que discutir sobre isso é algo tão necessário dentro da nossa sociedade? E, ainda que seja considerado um crime hediondo, por que continua sendo praticado?

A insegurança em denunciar por medo de represálias é algo desestimulante e leva a um número baixo de denúncias, ou seja, só sabemos a ponta do iceberg diante de tanta crueldade. Afim de diminuir esse número de vítimas, existem leis como a Lei Maria da Penha e de Feminicídio, a Delegacia da Mulher, uma central de atendimento pelo telefone 180, etc. Entretanto, a eficácia e a aplicabilidade dessas leis e afins são problemas que acabam gerando uma onda de impunidade que acabam custando a vida de muitas mulheres todos os dias pois algumas conseguem denunciar o ocorrido,mas morrem sem chegar a fazer justiça ou que acabam mortas antes do veredito.

Logo nota-se que essa persistência da violência contra a mulher é um problema social e uma ferida aos direitos humanos, que diz que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Também não deixa de ser uma realidade que mata milhares de mulheres todos os dias e por ano.

Segundo o filósofo Confúcio, “não corrigir as nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Uma boa maneira de aprimorar o que já existe seria, por exemplo, elevar o número de advogados e defensores públicos dentro das Delegacias da Mulher, realização de campanhas por todo o país, mais debates e palestras feitas por psicólogos dentro das escolas e uma maior conscientização dentro do ambiente familiar. Assim, cita-se Benedetto Croce, “a violência não é força, mas fraqueza. Nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora”.

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kananda_novaimagem-colunista

Esta coluna é de responsabilidade de seus atores e nenhuma opinião se refere à deste jornal.

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