PMs acusados de quatro homicídios no Vidigal vão à júri popular

A ação que resultou nas mortes aconteceu em 2020, quando militares que estavam escondidos na casa de uma moradora atiraram contra as vítimas
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro / Foto: Reprodução
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro / Foto: Reprodução

A continuidade nos processos que envolvem as ações letais dos agentes policiais do Rio de Janeiro são essenciais para a garantia e manutenção da segurança pública e o bem-estar da população do Estado. Na última sexta-feira (13), o juiz Gustavo Gomes Kalil definiu que a acusação contra os quatro PMs acusados de quatro homicídios no Vidigal, em 2020, deve prosseguir para júri popular.

As vítimas são Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e seu cunhado Douglas Rafael Barros Assunção, de 18, além de Marcos Guimarães da Silva, 51, e Ivanildo Moura de Souza, 22. 

Naquele ano, os militares realizaram uma ação conhecida como “Cavalo de Tróia”, onde os agentes se alocam em uma residência na comunidade na espera de surpreender os seus alvos. O método utilizado, que é caracterizado como uma estratégia de emboscada, é visto como um crime.

O julgamento levará ao tribunal os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista, Rafael Nascimento Rosa e o sargento Ricardo de Moraes Mattos, que na época estavam no Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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