Moradores do Complexo do Alemão vêm sofrendo constantemente com a falta de abastecimento de água em período de isolamento social. Na Central do Morro do Alemão, há relatos de casas estarem há dois meses sem fornecimento de água. Em diversas regiões do Complexo do Alemão moradores se queixam diariamente sobre os problemas com o abastecimento de água em suas residências, e em meio a pandemia do coronavírus está se tornando um agravante para higienização, que é medida fundamental na luta contra a Covid-19.

Na Rua do Meio, localizada na Central do Morro do Alemão, Carlos Santos, de 48 anos, que trabalha como controlador de acesso em condomínio residencial, mencionou que ele e outros moradores da localidade estão há dois meses sem fornecimento de água. Contudo, carnês de taxa de água da associação de moradores continuam chegando.

Morador mostra carnês pagos. Foto: Morador / Voz das Comunidades

“Eu possuo cisterna de mais ou menos 8 mil litros d’água, três caixas d’água de 2 mil litros e uma de 500 litros, e mesmo assim ainda falta água aqui na minha casa. O pior disso tudo é que, somos uns dos poucos moradores do Alemão a pagarmos o fornecimento de água, temos todos os carnês de cobranças de taxa de água da associação de moradores, e estamos nesta situação.”

Carlos informou também que para não sofrer com a falta de água alguns moradores estão comprando no supermercado galões e contando com serviços de entrega, que vendem garrafão com 20 litros.

“O presidente (da associação de moradores) diz que a culpa é do manobrista e da Cedae, e no fim da história ninguém resolve a situação. Não conseguimos fazer contato com a associação, lá não possui telefone e quando vamos lá também não encontramos atendimento. Aqui em casa temos dois idosos, meu pai de 80 anos e minha mãe de 75, eles estando em isolamento, que já é uma situação complicada, e dificulta ainda mais sem água”.

A associação de moradores do Morro do Alemão não atendeu aos contatos do Voz das Comunidades. No último sábado técnicos da CEDAE realizaram uma vistoriar na rede de manobra operacional a fim de reforçar o abastecimento na região. De acordo com o morador Carlos, a informação passada pela empresa é que será necessário trocar a válvula que está com defeito e sem manutenção há mais de 10 anos.

Cabe informar que por se tratar de rua de pedestres, não é possível acesso de caminhão-pipa. Alguns imóveis não estão conectados à rede local, o que dificulta o fornecimento. A Cedae também orienta que os imóveis disponham de reservatórios internos.

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