Conheça a trajetória de Wellington Ramos, cria do Alemão e ex-jogador do Vasco

O primeiro contato do atleta com o futebol foi na Vila Olímpica do Alemão

Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Wellington Ramos, de 27 anos, cria do Complexo do Alemão, zona norte do Rio, é ex-jogador de futebol do Vasco da Gama e dividiu vestiário com atletas renomados. Mesmo longe dos campos o esporte ainda faz parte de sua vida atuando como gestor da Vila Olímpica do Alemão.

De aluno a gestor, o primeiro contato de Wellington com o futebol foi na Vila Olímpica. Aos 14 anos de idade, ele iniciou a carreira no futebol como atleta do clube de Bonsucesso e foi vice artilheiro do Campeonato Carioca. Posteriormente jogou no Vasco da Gama, onde assinou o primeiro contrato profissional.

Wellington Ramos à esquerda com amigos do time. Foto: acervo pessoal

Aos 21 anos sua carreira chegava ao fim devido a uma lesão no pé, mas o esporte se mantém presente no dia a dia de Wellington, que compartilha a vivência que teve com jovens do Alemão. Segundo ele, os meninos da comunidade são talentosos e muitos serão atletas de grandes clubes brasileiros.

“Tento passar a experiência que eu tive num grande clube e como cheguei lá. As crianças sempre perguntam e pedem para eu ligar de vídeo para os jogadores. Acho que ser jogador de futebol é o sonho de qualquer menino, jogar em clube, Maracanã lotado. Eu consegui realizar meu sonho, mesmo não conseguindo dar sequência. Hoje, ajudar outras pessoas a realizar esse sonho para mim será ainda mais gratificante”, diz Wellington Ramos.

Para o ex-jogador o esporte tem o poder de transforma vidas, além de benefícios à saúde. Wellington relata que o esporte garante aprendizado aos jovens, ensinando a ter disciplina, responsabilidade e respeito ao próximo. Ele declara que é possível adquirir educação através da prática de modalidades esportivas e o segredo para o sucesso de um atleta é dedicação e humildade.

Além do esporte

Alguns moradores do Alemão conhecem Wellington pelo trabalho com transporte alternativo complementar. Durante 6 anos trabalhou com transportes de vans da região e caracteriza o meio como importante forma de deslocamento na comunidade. “O transporte é uma área muito fragilidade da nossa cidade e o transporte complementar tem uma importância muito grande porque ele atende onde os tradicionais não chegam. Táxi e Uber, por exemplo, muitos não entram nas favelas”, relata.

Poder garantir melhorias aos moradores do Alemão e adjacências através da área profissional que atua é um dos planos futuro de Wellington. Ele também revelou que seu maior sonho é ser pai.

Apesar de ter jogado profissionalmente no Vasco, o time do coração de Wellington é o Flamengo. Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades