Família de professor morto no Alemão diz não ter sido comunicada da reconstituição do crime

Jean Rodrigues da Silva Aldrovande, mestre da escola Maneco Team, foi morto em Maio de 2019 com um tiro na cabeça, e até hoje o crime está sem solução

Família de professor morto no Alemão diz não ter sido comunicada da reconstituição do crime

Colaboração: Melissa Cannabrava e Beatriz Diniz

Em manhã agitada no Complexo do Alemão, a Polícia Civil realizou com o apoio da delegacia de homicídio, guarda municipal e UPP local a reconstituição da morte do professor de Jiu Jitsu Jean Rodrigo da Silva. Jean era mestre e dava aulas no projeto social da escola Maneco Team, no Complexo do Alemão, quando foi morto com um tiro na cabeça no dia 14 de maio de 2019 na localidade conhecida como Relicário. Até hoje o caso está sem solução. A família diz não ter sido comunicada da reconstituição.

Família do professor Jean não foi avisada da reconstituição. Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Uma tentativa foi realizada no mesmo dia em que o atleta foi alvejado na cabeça, em frente ao projeto que trabalhava, mas a reconstituição do crime precisou ser adiada por conta do intenso tiroteio que acontecia no território. Hoje, após um ano e seis meses, a Policia Civil retornou ao local, mas a família do professor afirma que não foi avisada. Diego, irmão de Jean, conta que ninguém da família ficou sabendo que a investigação estava agendada para hoje, e apenas uma testemunha foi convocada.

Diego só ficou sabendo da reconstituição através de outras pessoas e foi para o local acompanhar. Ele também questionou a demora para a resolução do caso.

“A reconstituição do caso aqui, eu não fui comunicado, ninguém da família foi procurado. Eu fui falar com o delegado responsável e me informou que a única pessoa que foi convocada para estar aqui e sabia da reconstituição foi o Thiago, que foi vitima também e foi baleado ao lado do meu irmão e sobreviveu. Eu acredito que o Thiago está sendo coagido! Outras pessoas que estavam presentes dispensaram como testemunha”, contou Diego à jornalista Amanda Botelho ao vivo para o Voz das Comunidades.

Até o fechamento dessa matéria a Policia Civil não tinha respondido aos nossos e-mails.