Familiares do gari morto no Complexo da Penha protestaram pedindo por justiça

Marcelo Almeida da Silva, de 39 anos, foi atingido por um tiro de fuzil nas costas, quando saia de casa para trabalhar, na manhã do último domingo

Familiares do gari morto no Complexo da Penha protestaram pedindo por justiça

Foto: Ramildo Belizário

No início da manhã do último domingo (31) no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, o gari Marcelo Almeida da Silva, de 39 anos, foi atingido por um tiro de fuzil nas costas. Ele estava saia de casa para trabalhar quando ocorreu. Familiares de Marcelo protestaram em frente ao Hospital Estadual Getúlio Vargas.

No último final de semana de janeiro, mais um morador foi vítima da violência em favelas no Rio. Mas, desta vez, foi na localidade conhecida como “Quatro Bicas”, no Complexo da Penha. O caso se agrava ainda mais quando familiares da vítima acusam os policiais, que prestaram os primeiros socorros ao gari, de adulterarem o local da morte.

Na manhã desta segunda-feira (01), houve protesto da família e moradores, cobrando respostas das autoridades públicas sobre o ocorrido, e o paradeiro dos pertences pessoais da vítima.

“Tá vendo que vocês fizeram aí, tirar a vida de um trabalhador honesto, um cidadão que paga suas contas, que trabalha no sol ou na chuva, que prestar serviço à cidade, não deixar a cidade suja. Aí a marca do tiro”, falou o filho da vítima.

Veja na íntegra o vídeo feito pelo jornal comunitário “Penha Rio de Notícias”

O que disse a PMERJ

Em nota a PMERJ afirmou que: “Na manhã deste domingo (31/01), equipe da 7ª UPP/16º BPM (Vila Cruzeiro) em deslocamento para a base Merendiba, foi atacada por disparos de arma de fogo, gerando confronto. Posteriormente,  a guarnição avistou um homem caído no chão ferido e em convulsão. Os policiais o socorreram ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde veio a óbito. No local, os policiais apreenderam 15 munições calibre 12 e uma granada de fabricação caseira. E que a ocorrência está a cargo da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil”.

Segundo testemunhas, não houve confronto na hora em que Marcelo Almeida foi morto.