Fiocruz lança ‘Radar Covid-19 Favelas’, informativo feito com pessoas das comunidades do RJ

A primeira edição do Radar traz relatos de moradores das favelas do Catiri, Jacarezinho, Manguinhos e Maré

Fiocruz lança ‘Radar Covid-19 Favelas’, informativo feito com pessoas das comunidades do RJ

Desde o começo da pandemia, a Fiocruz tem feito um trabalho fundamental no campo de pesquisa e criação de materiais sobre o Covid-19, a fim de trazer um melhor entendimento sobre o vírus e a doença. Dando continuidade a esses estudos, a fundação lançou, na última sexta-feira (31/07), a primeira edição do boletim informativo Radar Covid-19 Favelas. A publicação foi construída através do monitoramento e coleta dos relatos das mídias sociais de coletivos de favelas cariocas, além do contato direto com moradores, lideranças e movimentos sociais.

Vinculada ao Observatório Covid-19 da Fiocruz, a primeira edição do Radar traz relatos de moradores das favelas do Catiri, Jacarezinho, Manguinhos e Maré, além da seção Debates intitulada Racismo estrutural, favelas e saúde mental, na qual o padre Geraldo Natalino (Padre Gegê) e a conselheira de saúde Darcília Alves discutem as diferentes formas de influência das questões de raça, classe e gênero no as favelas.

O compromisso da Fiocruz com a criação de soluções para territórios de maior vulnerabilidade é o ponto que destaca o coordenador da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, Leonídio Santos.

Leonídio Santos – Foto: Edilano Cavalcante

O informativo se soma a um conjunto de iniciativas desenvolvidas pela instituição com objetivo de reforçar a visibilidade do que vem sendo vivenciado nas favelas em relação à pandemia de Covid-19: as iniciativas de solidariedade; os desafios; as análises, articulações e posicionamentos das organizações nas favelas sobre esse contexto”, disse.  

Leonídio Santos

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Serviços em pauta

O boletim busca não só informar sobre o Covid-19 mas também mostrar como andam outros aspectos das favelas do Rio de Janeiro, como saneamento básico, distribuição de água potável, coleta de lixo e drenagem da água. Foi observado que o problema da falta d’água é constante nessas regiões e a questão já teve mobilização do Ministério Público e Defensoria Pública do Rio de Janeiro contra a Cedae, empresa responsável pelo fornecimento de água no estado. Profissionais da Fiocruz afirmam que a desigualdade social faz com que os impactos da pandemia seja ainda maior no Brasil.