ONG da Cidade de Deus cria biblioteca para moradores em maior vulnerabilidade social

O Projeto Social Nóiz cria “Caixote do Saber”, que tem como objetivo levar literatura para as localidades mais carentes da Cidade de Deus

ONG da Cidade de Deus cria biblioteca para moradores em maior vulnerabilidade social

Na Cidade de Deus, Zona Oeste da cidade do Rio, o Projeto Social Nóiz vem promovendo desde o início de julho o “Caixote do Saber” para moradores das regiões mais carentes da favela.

No evento de prévia da inauguração da biblioteca comunitária do projeto, que homenageia todas as crianças vítimas de violência nas favelas do Rio, foram recebidas muitas doações de livros. Desta maneira, o Projeto Nóiz resolveu expandir suas atividades levando o Caixote do Saber para outras localidades da Cidade de Deus onde há maior vulnerabilidade social. O primeiro ponto foi na comunidade o Brejo, lugar em que o projeto nasceu. 

A princípio, a iniciativa do Caixote do Saber estava destinada às crianças dessas regiões. Porém, foi acolhida por moradores de diferentes idades. A ideia surgiu a partir de um morador da comunidade que viu as necessidades das localidades mais carentes. O Nóiz, então, deu sequência a essa iniciativa. A ONG fundada em 2018 tem como principal objetivo ações voltadas para a transformação do quadro social, visando atender as diversas demandas, através da  educação e profissionalização de moradores de uma comunidade na Cidade de Deus: a Portelinha.

“Dentro dos projetos que já lançamos, este é o de maior importância, porque ele liga diretamente a educação, e para nós a educação é a grande “arma” contra a desigualdade social. E poder ver as crianças que estão ali participando, interagindo com os livros, é sensacional”, comentou o presidente do Nóiz André Melo.

Presidente do “Nóiz”, André Melo.
Foto: acervo pessoal

A pandemia da Covid-19 tem impactos muito intensos em favelas. No atual momento em que é pedido e recomendável que as pessoas permaneçam em suas casas, muitos moradores não têm as condições necessárias para permanecerem em seus lares. “Cara, não existe isolamento social para estas pessoas, então, infelizmente não está relacionado. Principalmente no Brejo, onde as casas são todas barracos, não tem saneamento básico, luz…”, complementou André Melo. A iniciativa acaba sendo a oportunidade do primeiro contato de muitas pessoas com a literatura, devido a falta de acessibilidade.

As doações de livros para o projeto Caixote do Saber e para a futura biblioteca da comunidade podem ser realizadas entrando em contato com a ONG NÓIZ pelo Instagram e combinando a entrega.