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Além da Covid-19: dengue é uma das doenças que mais preocupam profissionais da saúde nas favelas

Uma das arboviroses mais comuns, o número de casos deste ano de 2022 já supera todo o ano de 2021
Ação contra arboviroses - Divulgação / Prefeitura do Rio
Ação contra arboviroses - Divulgação / Prefeitura do Rio

Você ou alguém da sua família já teve Dengue esse ano? Acontece que o número de casos de Dengue de 2022 já superou o ano inteiro de 2021, com mais de 540 mil suspeitas até maio, de acordo com o Ministério da Saúde. Essa doença viral, no entanto, não é a única preocupação. Ela é apenas uma das três principais arboviroses, junto da Zika e Chikungunya, que são mais raras. Mas, afinal, o que são arboviroses? São doenças causadas por vírus que são transmitidos, principalmente, por mosquitos. 

Thiago Wendell, coordenador da Área de Planejamento 3.1, ressalta que as arboviroses também podem ocorrer no inverno. “É necessário eliminar os criadouros para impedir que as larvas se desenvolvam quando voltarem as chuvas frequentes e as altas temperaturas”, explica. 

Ele também confirmou que, com a preocupação voltada para a Covid-19, as pessoas “esqueceram” de se cuidar contra as outras possíveis infecções virais. “Devemos ficar atentos, já que sintomas, como febre, dor ao redor dos olhos, dor muscular, articular e de cabeça, enjoo e vômito são comuns para essas comorbidades”, alerta. 

Qual o papel do SUS nesse caso?

Thiago Wendell pontua que o SUS, em seus diferentes níveis, tem o objetivo de detectar precocemente a ocorrência de casos, adotando medidas que evitem o agravamento e óbitos. Além disso, também deve manter os bancos de dados com informações seguras e qualificadas, integrando as informações com o laboratório, assistência e controle de vetores. “Também acompanhamos o manejo e evolução dos casos, capacitando os técnicos quanto ao controle de casos, notificações, investigação, tratamento e demais fluxos”, diz.

“Há ainda ações para controle mecânico e químico do vetor, com o objetivo de detectar, destruir ou destinar adequadamente reservatórios naturais ou artificiais de água que possam servir de depósito para os ovos do mosquito”, conta Thiago.

O que podemos fazer para nos cuidarmos em casa?

A principal recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. No entanto, se não for possível o descarte, a orientação é que sejam devidamente vedados ou, ainda, tratados. Ficar de olho semanalmente em calhas de chuva, ralos externos, vasilhas de animais, como vasos de plantas, bandejas de ar-condicionado, piscinas não utilizadas, entre outros locais com acúmulo de água.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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