Artista da Maré cria museu em caixa de papelão

Criado pelo fotógrafo Francisco Valdean em 2019, o Museu da Imagem Itinerante da Maré, além do formato físico, disponibiliza a coleção de fotos virtualmente
MIIM

Foto: Museu MIIM/Divulgação

Dentro de todas as possibilidades que a fotografia oferece, a habilidade de misturar arte com registros históricos é uma das potências mais essenciais captadas pelas máquinas fotográficas. Com esse objetivo, o Museu da Imagem Itinerante da Maré (MIM) disponibiliza exposição virtual do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Com arquivos digitais, o Histórico-Poético das Imagens da Maré registra o cotidiano de um dos bairros mais populosos do Rio de Janeiro.

O museu, que funciona virtualmente, também possui uma estrutura física. Criado em 2019 pelo fotógrafo Francisco Valdean, que é morador da Maré, a sede do museu é uma caixa de papelão, de 37cm, onde o artista deposita os registros fotográficos realizados pela comunidade. O trabalho surgiu através das vivências de Francisco e do seu doutorado. E, hoje, o micro museu ganha vida através de ações artísticas, culturais e educativas.

Criado em 2019 por Francisco Valdean, o projeto registra o cotidiano da Maré em uma caixa de papelão.
Foto: Museu MIIM/Divulgação

O meu estudo é olhar para a história da Maré, local que nasci, a partir das imagens. Entender todo o processo de desenvolvimento a partir disso. Comecei com as fotos das remoções, lá da década de 50, depois as fotos das palafitas, as imagens que envolvem a violência e, por último, as fotografias do povo”, explica Francisco.

Para conferir o acervo digital do museu, que separa as fotografias em três coleções (História da vida em com da Maré, Imagens Monoculares e Imagens em negativo de filme), basta acessar o site do Museu MIIM, que disponibiliza todo o trabalho realizado pelo artista.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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