Artista da Maré cria projeto de poesia dentro da comunidade

Lucas Márcio, mais conhecido como Gigante7, criou a iniciativa Poesia de Cria
artista do Poesia de Cria

Foto: Instagram Gigant7/Divulgação

Dentro das versatilidades presente na arte, a possibilidade de utilizá-la como ferramenta de expressão ou de manifestação sobre determinada situação são fatores que contribuem para a popularidade de trabalhos artísticos dentro das comunidades cariocas.

Usando ela como forma de protesto contra a violência policial e desamparo do Estado, o artista Lucas Márcio, mais conhecido pela alcunha “Gigante7”, criou o projeto Poesia de Cria no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro.

“Então, eu sou rapper também. Lancei uma música recentemente e percebi o alcance que músicas nessa temática possuem. Com isso, decidi realizar um projeto que abre espaços para poesias que abordam mais essa temática”, explica. 

Lucas Márcio, mais conhecido como Gigant7, versa sobre questões que envolvem o cotidiano periférico.
Foto: Instagram Gigant7/Divulgação

Com o objetivo de mostrar a realidade dentro das favelas cariocas e, também, de outras localidades do Brasil, Lucas destaca, em versos, as questões que envolvem a segurança pública, genocídio da população periférica, a não presença de políticas públicas nas comunidades e outras temáticas estruturais na sociedade. A primeira poesia disponível no canal do Youtube da iniciativa se chama Holocausto e, para acessar, basta clicar no link da plataforma.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Gigant7, confira suas redes sociais e os seus trabalhos disponibilizados nas plataformas streaming.


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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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