Cria do Morro do Urubu, gari-cantor é a mais nova aposta do ‘trap-funk’ carioca

Nego Zú, como é conhecido, além de trabalhar na limpeza urbana do Rio, produz músicas que retratam a realidade das comunidades
Foto: Humberto Teski / Divulgação
Foto: Humberto Teski / Divulgação

A indústria musical brasileira permite diversas possibilidades para os artistas. Entre as principais, a oportunidade de realizar sonhos através de batidas empolgantes do gênero “trap-funk”, um ritmo que mescla a sensação contagiante da cultura do Funk com as rimas tradicionais do rap.

É nesse cenário de influências que Nego Zú, nome artístico de Rodrigo da Silva Abreu, de 39 anos, demonstra toda a sua versatilidade profissional. Cria do Morro do Urubu, em Pilares, Zona Norte do Rio de Janeiro, o artista divide o seu tempo em três profissões: personal trainer, cantor e gari.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Nego Zú divide sua vida entre o trabalho de Gari e a paixão pela música
Foto: Reprodução / Redes Sociais

“Sou nascido e criado no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte do Rio. Então ouvir funk e rap sempre fizeram parte da minha história. E ter agora a oportunidade de lançar minha arte unindo os dois gêneros é muito significativo. Acho que o funk e o rap tem muito a evoluir e se misturar, trazendo um estilo diferenciado que traz ao público, além da dança, uma reflexão dos temas sociais, por exemplo. Quero deixar minha contribuição nessa história”, destaca Nego Zú.

Além de pertencer a uma família dedicada à composição de sambas, a multiplicidade de atuações de Nego Zú auxilia na construção das letras, que misturam ficção e a realidade das comunidades cariocas. Recentemente e nessa proposta musical, o artista lançou a faixa “Pique de Braba”, que está disponível em todas as plataformas digitais. O primeiro EP do artista foi lançado em 2020 sob o nome “Pé no Chão”, e contou com seis músicas.

A estrutura social da cultura Hip-Hop é um destaque essencial na trajetória do artista. Formado em Educação Física, Nego Zú ministrou aulas de futebol para os jovens da sua comunidade, entre os anos de 2013 a 2016. Através dessa iniciativa, mais de 90 alunos praticaram o esporte no Morro do Urubu.

Para acompanhá-lo e saber mais sobre as produções realizadas, basta acessar o canal oficial do músico neste link.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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