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Estudantes de escola pública na Penha se formam em curso de Comunicação Popular e Crítica

O evento teve também a apresentação do produto final desenvolvido pelos adolescentes da escola: o jornal impresso conhecido como 'O Carneirão'
Foto: Divulgação

Estudantes do 7º, 8º e 9º anos da Escola Municipal Professor Souza Carneiro, localizada na Penha, na Zona Norte do Rio, se formaram no curso do ‘Projeto Malungas – Laboratório de Narrativas para Estudantes’, nesta quinta-feira (25). As aulas, que tiveram início em 8 de março, englobaram várias atividades formativas, teóricas e práticas sobre as técnicas de comunicação, e suas diferentes linguagens e instrumentos.

O evento desta quinta marca, além da formação dos estudantes, a apresentação do produto final desenvolvido pelos adolescentes da escola: o jornal impresso conhecido como ‘O Carneirão’. 

Sophia Kelly, de 14 anos, é do 9º ano e foi uma das alunas que se formou no Malungas. Ela conta que para ela foi uma experiência incrível e que nunca tinha vivido. “Eu trabalhei de várias formas, aprendi várias coisas. Fotografia e divulgação foi o que eu mais gostei”, disse. 

Outra aluna, Fernanda Souza, também de 14 anos e cursando o 9º ano, disse que o Malungas aflorou ainda mais seu sentimento pela fotografia. “A aula mais interessante foi nossa ida na Kelsons, tiramos muitas fotos e eu adorei. Eu já gostava muito, mas agora eu amo”, declarou.

“Eu fico particularmente encantada com o comprometimento dos Malungas e das Malungas que embarcaram nesse processo conosco. Me emociona muito o como eles abraçaram o projeto. Eu sou só gratidão por ter feito parte disso junto com meninos e meninas tão especiais que nos escolheram”, desabafou Ivani Dorali, coordenadora pedagógica do Malungas.

O curso é uma parceria entre o Observatório de Favelas com a escola e conta com o financiamento do Instituto Solea. 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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