Fiocruz lança segunda edição do Boletim Socioepidemiológico Covid-19 nas Favelas

A pesquisa apresenta uma análise da frequência, incidência, mortalidade e letalidade por coronavírus nas comunidades do Rio
Rocinha - Matheus Guimaraes-2
Rocinha - Matheus Guimaraes-2

Foto: Matheus Guimaraes / Voz das Comunidades

Na última quinta-feira (12), a Fiocruz lançou o 2º Boletim Socioepidemiológico Covid-19 nas Favelas. A pesquisa analisa a frequência, incidência, mortalidade e letalidade por coronavírus nas comunidades do Rio de Janeiro, no período de 22 de junho a 28 de setembro.

De acordo com o boletim, nos bairros com alta concentração de favelas foram registrados 2.529 casos (5% do total) e 111 óbitos (6% do total). Dentre eles, Vidigal e Barros Filho tiveram a maior taxa de incidência; Acari, Costa Barros e Vidigal, as maiores taxas de mortalidade; Acari, Costa Barros e Complexo do Alemão as maiores taxas de letalidade.

Segundo dados da pesquisa, 45% dos pacientes são negros e 48% dos óbitos foram em negros. O estudo também aponta que as taxas de mortalidade e letalidade foram maiores para os homens. O risco de adoecer por Covid-19 começou a aumentar a partir dos 40 anos e o risco de morrer é maior para idosos acima de 60 anos.

O Boletim Socioepidemiológico Covid-19 nas Favelas é elaborado com base nos dados do jornal Voz das Comunidades, do Instituto Pereira Passos, dados oficiais do Painel da Prefeitura e painéis das unidades de saúde. Além de contar com a narrativa de lideranças locais de diversas regiões e parcerias com coletivos de favelas.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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