Mais de 900 moradores de 25 favelas do Rio morreram por Covid-19

Maré (1054), Alemão (1039) e Rocinha (917) estão no topo da lista e juntos, somam 3.010 moradores já contaminados

O coronavírus ainda está entre nós. Ele chega trazendo sintomas como febre, dores de cabeça e no corpo e tosse, mas também tem os assintomáticos, aqueles que estão carregando o vírus e nem sabem. Nas 25 favelas que o Voz das Comunidades acompanha a partir do mapeamento publicado diariamente no Painel de Atualização de Coronavírus nas Favelas do Rio de Janeiro, os dados mostram que até ontem, dia 6 de dezembro, o total de óbitos já chegou a 904, e soma mais de 8856 moradores infectados, sendo 7813 desses já recuperados.

Dados de pesquisa da Fiocruz lançada a partir do 2º Boletim Socioepidemiológico Covid-19 nas Favelas apontam que 45% desses pacientes são negros e 48% dos óbitos foram de pessoas negras. Apesar do número de mortalidade, a quantidade de testes disponíveis na rede pública de saúde ainda não é o suficiente. A pesquisa também observou que houve um aumento de casos no fim de junho e durante o mês de julho. Essa oscilação preocupa funcionários de pontos de atendimento de saúde, assim como funcionários da Clínica da Família Zilda Arns, que em 24h atenderam 116 moradores do Complexo do Alemão com sintomas de Covid, sendo 80 deles em apenas um dia.