Na Maré, professor dá oficina de projetos transmídia para profissionalizar jovens periféricos

Na tutela de Anderson Gonçalves Vieira, o "Jedai", de 32 anos, que atua como jornalista, agente comunitário e poeta, os jovens possuem aulas de terças-feiras e quintas-feiras à tarde, das 15h30 às 16h30.
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Foto: Transmídia/Divulgação

Em um universo cada vez mais conectado com as tendências digitais, os conteúdos disponibilizados nas redes sociais transformam possibilidades em oportunidades de emprego. É cada vez mais comum agências e empresas buscarem funcionários criativos e competentes através de publicações nessas plataformas digitais.

Com o objetivo de auxiliar na profissionalização dos jovens e na aprimoramento da presença deles nesses canais online, o professor Anderson Gonçalves Vieira, o Jedai (nome artístico), de 32 anos, realiza uma oficina de audiovisual no Instituto Vida Real, na favela Nova Holanda (Complexo da Maré).

Na tutela de Anderson, que atua como jornalista, agente comunitário e poeta, os jovens possuem aulas de terças-feiras e quintas-feiras à tarde, das 15h30 às 16h30. Para ele, a missão de construir um pensamento mais sólido dos jovens nas questões que envolvem o audiovisual é essencial nesse mundo digital. Por isso, o curso leciona edição de imagens e vídeos, construção de legendas e ajuda na utilização de softwares mais avançados sobre o tema.

“Nesse momento, participam 20 alunos que serão profissionalizados na temática de audiovisual. Aqui, eles trabalharão através de smartphones, usando aplicativos como Kinemaster, Inshot, Snipcity para dar um norte do que é a área. Eles também vão aprender como extrair e inserir um áudio, como colocar uma legenda pensando na inclusão digital do público surdo e mudo, como realizar transições e descrições textuais”, explica.

A oficina que tem apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura. Possui inscrições on-line para jovens de 13 a 23 anos pela plataforma do Instituto Vida Real.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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