Obra inacabada dificulta a vida dos moradores do alto do Complexo do Alemão

Situação na localidade das Palmeiras, preocupa quem frequenta a via diariamente
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Foto: Camila Pereira/Divulgação

O ir e vir dos moradores da Rua das Torres, comunidade das Palmeiras, no Alemão, Zona Norte do Rio, convive com um empecilho deixado por uma obra inacabada na região. Sem a existência completa da calçada, moradores improvisam o pedaço ausente com madeiras para a passagem de pedestres. O lugar ostenta uma placa de “atenção: homens trabalhando”, mas não há trabalho ali há, pelo menos, oito meses.  

Rua das Torres
Sem sinal da continuidade das obras, moradores improvisam madeiras para completar a passagem por ali. Foto: Camila Pereira/Divulgação.

O surgimento dos problemas na região teve início com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que realizou cortes nas vigas de sustentação da travessa e instalações no esgoto, o que originou uma fragilidade maior no asfalto que foi cedendo com o passar de veículos.  
 
Segundo o relato de Camila Pereira, que mora próximo ao local, o maior medo é quando o local enfrenta chuvas fortes, pois a madeira absorve já demonstra sinais de absorção da água e de apodrecimento.   

“Eu tenho muito medo de acontecer uma tragédia. Essa obra está abandonada há 8 anos, estamos largados. Já liguei para os órgãos, já fui na associação de moradores e nada foi resolvido”, desabafa.   

De acordo com a moradora, a rua foi interditada, mas para quem mora próximo fica difícil ter que cortar caminho pela ladeira do outro lado da rua por ser muito íngreme. Procurada pela equipe do Voz das Comunidades, a Secretaria Municipal de Habitação não retornou até o fechamento desta matéria. 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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