Rocinha é a única comunidade do Rio com alto risco de Covid-19 segundo a Prefeitura

Na atualização do Boletim Epidemiológico a favela da Rocinha é uma das exceções a passar para a faixa moderada

Rocinha é a única comunidade do Rio com alto risco de Covid-19 segundo a Prefeitura

Foto: Fabio Motta / Agência O Globo

Na manhã desta sexta-feira (19) a Prefeitura do Rio anunciou em seu boletim epidemiológico que a favela da Rocinha, localizada na Zona Sul da cidade do Rio, é a única que está com alto risco de Covid-19. O anúncio foi feito no Centro de Operações Rio (COR), Cidade Nova, na sétima edição do Boletim Epidemiológico.

De acordo com a prefeitura, a comunidade da Rocinha é uma das exceções, em relação a passar à faixa moderada. No entanto, com a mudança no cenário após a identificação de um caso da variante B.1.1.7 (britânica) e três da P1 (originária em Manaus/AM), essa última com maior potencial de transmissão, torna-se necessário reforçar os cuidados e as medidas de prevenção.

Além da Rocinha, Copacabana, Lagoa, Vila Isabel e Barra da Tijuca estão neste grupo de alto risco de Covid-19. Dessa forma, o Centro de Operações de Emergências (COE COVID-19 RIO) decidiu agir com cautela diante da constatação de casos das novas variantes do vírus na cidade. Então, vai manter todo o município em risco alto, seguindo assim com as medidas mais restritivas de proteção à vida em todas as regiões. 

Paes falando da Rocinha
Eduardo Paes alertou que poderá adotar medidas mais restritivas em áreas cujo número de casos ainda é alto.
Foto: Ricardo Cassiano / Prefeitura do Rio

Covid-19 nas Favelas

Vale ressaltar que a Rocinha já ocupava há alguns meses as primeiras posições no Painel Covid-19 Nas Favelas, desenvolvido pelo Voz das Comunidades. Segundo o mesmo painel, a comunidade já registrou até o momento 1161 casos, 69 óbitos e 961 moradores recuperados.  

O boletim epidemiológico ainda mostrou que a cidade registrou, desde o início da pandemia, 204.163 casos de Covid-19, com uma taxa de incidência acumulada de 3.064,9/100 mil habitantes. O total de óbitos desde 2020 é de 18.295. A letalidade está em 9% e a mortalidade em 274,6/100 mil habitantes. Por fim, somente em 2021, são 13.689 casos registrados, sendo 2.312 graves, com 774 óbitos. A taxa de incidência deste ano é de 205,5/100 mil habitantes, com 5,7% de letalidade e mortalidade de 11,6/100 mil.