É mentira que Alerj alterou a “idade do idoso” para 57 anos 

De forma nociva, os conteúdos de desinformação tornam-se um empecilho real no cotidiano dos moradores, pois as informações recebidas podem confundir o entendimento de direitos, benefícios e até de leis.

Foto: reprodução

De forma nociva, os conteúdos de desinformação tornam-se um empecilho real no cotidiano dos moradores, pois as informações recebidas podem confundir o entendimento de direitos, benefícios e até de leis.

Na última semana, mais um material falso circulou com bastante frequência nas redes sociais e nos meios de comunicação, como grupos de mensagens instantâneas (WhatsApp e Telegram). Nele, a mensagem vinculada afirmava que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a lei 7.916/2019 e que a nova idade para considerar uma pessoa idosa no estado do Rio de Janeiro é 57 anos. É falso. 

Atualmente, não há nenhum projeto de lei em tramitação que recomenda a alteração na faixa etária que é considerada uma pessoa idosa no Rio de Janeiro. Segundo a Lei Federal nº 10.741/03 (Estatuto do Idoso), para alguém ser classificado como tal precisa ter 60 anos ou mais. 

EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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