É MENTIRA que títulos de eleitor de idosos com mais de 70 anos estão sendo cancelados

Em ano de eleição há uma grande propagação de informações sobre o período eleitoral. Algumas são verídicas, outras se tratam de mensagens falsas. Por isso, é preciso ter muito cuidado.

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Em ano de eleição há uma grande propagação de informações sobre o período eleitoral. Algumas são verídicas, outras se tratam de mensagens falsas. Por isso, é preciso ter muito cuidado.

Atualmente, uma mensagem repassada pela internet diz que idosos com mais de 70 anos estão tendo os títulos de eleitor cancelados. No texto, a pessoa afirma que, ao tirar uma certidão negativa no cartório, descobriu que a inscrição do título foi cancelada. 

Ainda no no fim do assunto, as pessoas podem ler o seguinte trecho: “ Agora vão cancelar porque sabem que são milhões de pessoas aposentadas que podem votar no Bolsonaro. Repassem e informem à família”. 

Contudo, o site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alega que os títulos de eleitor só podem ser cancelados nos seguintes casos: 

  • Óbito;
  • Títulos duplicados. 
  • Perda dos direitos políticos, em casos de naturalização cancelada pelo Ministério Público  ou pedido voluntário de naturalização de outra nacionalidade
  • Ausência nas urnas em 03 (três) eleições consecutivas;
  • Não comparecimento da eleitora ou do eleitor quando houver revisão de eleitorado no município onde vota.

Portanto, não há nenhuma menção sobre o cancelamento de títulos de pessoas com mais de 70 anos e a informação repassada nas redes é FALSA. Já de acordo com a Justiça Eleitoral, esses idosos podem votar, mas o comparecimento nas urnas não é obrigatório. “O voto é facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e quem tem entre 16 e 18 anos”, afirma o órgão. 

EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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