Governo chinês NÃO está exportando tecnologia de reconhecimento facial para o Brasil

Circula nas redes sociais uma colagem de imagens com um texto dizendo que o governo chinês estaria exportando sua tecnologia de reconhecimento facial para o Brasil. A publicação diz ainda

Circula nas redes sociais uma colagem de imagens com um texto dizendo que o governo chinês estaria exportando sua tecnologia de reconhecimento facial para o Brasil. A publicação diz ainda que, como forma de se proteger da ferramenta e não ir para nos bancos de dados da China, todos deveriam usar máscara. A informação é falsa. O governo chinês não está exportando essa tecnologia para o Brasil. Não há nenhuma menção a essa possibilidade em nenhum órgão oficial do Governo Federal nem em nenhum site de notícias.

A única citação a esse assunto aconteceu em meados de janeiro de 2019, quando a bancada do Partido Social Liberal (PSL) visitou a China, na intenção de trazer a tecnologia de reconhecimento facial para o Brasil. Deputados federais e senadores da bancada do PSL no Congresso Nacional apresentaram em agosto de 2019 um Projeto de Lei (PL) que define a obrigação da implantação de tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos para auxiliar as forças de segurança pública no combate ao crime e captura de suspeitos ou foragidos. O projeto ainda tramita na Câmara dos Deputados.

É importante ressaltar que, apesar de não ter nenhuma relação com possibilidade de reconhecimento facial, o uso de máscaras de proteção é fundamental para combater a proliferação da covid-19. No Rio de Janeiro, inclusive, a utilização do equipamento é obrigatória. É lei, o uso é obrigatório em ambientes públicos – como nas ruas – e ambientes privados de acesso coletivo, como shoppings. O uso também é obrigatório em estabelecimentos comerciais. A multa para o cidadão que descumprir a obrigação é de R$ 106 na primeira autuação e pode chegar a R$ 1.065 em “caso de descumprimento reiterado”. A lei foi aprovada na Alerj em abril e ainda será regulamentada pelo Poder Executivo.

EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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