Prefeitura adia entrega de obras na Vila Kennedy e moradores questionam custo para a realização

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No início de março dezenas de quiosques foram derrubados sem nenhum aviso prévio a mando de Marcelo Crivella, na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio, deixando os comerciantes em estado de desespero. De acordo com moradores e comerciantes, a prefeitura surpreendeu a todos com uma ação de choque de ordem que colocou abaixo quiosques instalados no local, com a participação da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop), que contou com diversos agentes e até uma retroescavadeiras.

Após provocar revolta, o prefeito admitiu que houve acesso de força e afastou os funcionários envolvidos na ação iniciando um cadastramento, onde deu 49 licenças para comerciantes da Praça Miami, que dá acesso a Avenida Brasil. De acordo como descrito no projeto, os ambulantes que agora estão regularizados, trabalharão em quiosques de alvenaria, com geladeira e relógios de água e luz em locais de fácil acesso, impedindo assim a colocação de “gatos”.

Em vídeo publicado na página do prefeito, Crivella diz que a obra seria entregue na próxima sexta (20), prometendo uma academia da 3º idade, banheiros e canteiros na região, mas durante visita ao local na tarde de ontem, voltou atrás e transferiu para a próxima quarta (25). Até o momento, os relógios de marcação ainda não foram colocados pela Ligth e a CEDAE não instalou os hidrômetros.


OBRAS SEM VALOR ESTIPULADO 

Enquanto isso, a comunidade questiona sobre o custo para a realização da obra, pois não consta a informação na placa da prefeitura instalada no local, deixando a população da região intrigada.  Outro ponto citado por moradores da Vila Kennedy é sobre a existência de novos projetos. Muitos querem saber se existe um planejamento também para a parte interna da comunidade ou se manterá apenas na área externa, assim como aconteceu na Rocinha.


Informações: Voz da Vila Kennedy

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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