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Ativista negro é acusado de roubo por gerente da loja Leader

"A gerente me acusou de roubo sem eu ter nada dentro da mochila", disse Júlio Muniz, de 34 anos, que levou caso para delegacia

Foto: Reprodução

Na tarde desta sexta-feira (11), o ativista social e estudante de psicologia Júlio Muniz, do projeto Nossas Histórias – que realiza aos sábados uma distribuição de café da manhã para a população em situação de rua no centro do Rio de Janeiro -, entrou para as estatísticas dos jovens negros acusados de roubos em estabelecimentos comerciais.

De acordo com o relato do morador da Pavuna, Zona Norte do município, ao entrar nas Lojas Leader, do Shopping Jardim Guadalupe, para comprar uma camiseta para o evento que ocorre amanhã e mexer no telefone, uma das gerentes pediu para ele abrir a mochila e devolver o que tinha roubado.

“Então, eu entrei na loja para comprar uma camiseta nova para o evento que ocorre amanhã e, em determinado momento, eu parei e peguei o meu celular que estava no bolso da mochila. Nesse instante, uma gerente apareceu e pediu para que tirasse da mochila o que eu tinha roubado e devolvesse. Só que minha mochila estava completamente vazia e eu mostrei. A gerente me acusou de roubo sem eu ter nada dentro da mochila. Chamei a polícia, já que as câmeras tinham registrado tudo, e fui para a delegacia registrar a situação. Ela? Ela não quis ir”, revela.

Procurada pela reportagem do Voz das Comunidades, a Lojas Leader não retornou com os questionamentos até o fechamento desta matéria. Em caso de retorno, a matéria será atualizada com o posicionamento da empresa.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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