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Barreira do Vasco: Economia da comunidade é impactada pela falta de jogos no estádio São Januário

Segundo a prefeitura do Rio, interdição do estádio afetou 18 mil moradores da região
Barreira do Vasco da Gama
(Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades)

São Januário é a casa do Club de Regatas Vasco da Gama. Conhecido como Gigante da Colina e construído pelas mãos dos próprios torcedores, o estádio está localizado no bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro e é rodeado por quatro comunidades: Arará, Tuiuti, Cancela e a famosa Barreira do Vasco.

Para quem não conhece, a Barreira do Vasco é uma comunidade localizada na rua Ricardo Machado e que fica bem de frente para o estádio São Januário. Fundada na década de 1930, durante o governo do então presidente Getúlio Vargas, a favela se destaca pela sua riquíssima culinária local e por sua grande ligação com o Vasco da Gama. O sentimento de pertencimento é recíproco entre a comunidade e o clube. E o que afeta um, consequentemente afeta o outro. E isso acontece há 2 meses, desde o último jogo em São Januário, ocorrido em junho.

Entenda o caso da interdição do estádio do Vasco da Gama

Em má campanha no Campeonato Brasileiro de 2023, o Vasco da Gama recebia o Goiás no Gigante da Colina no dia 22 de junho. Mesmo com uma série de derrotas, a torcida cruz-maltina torceu pelo clube, mas o jogo acabou com a vitória do adversário. Após o apito final decretando 1 x 0 para o Goiás, a torcida vascaína protestou arremessando objetos no campo, o que desencadeou uma confusão generalizada.

Polícia usou bombas de gás contra a torcida após derrota do Vasco para o Goiás
(Foto: Alexandre Cassiano – O Globo)

Após esse episódio, o time foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Deportiva (STJD) puniu o Vasco com a pena de 4 jogos sem a presença da torcida em São Januário. O clube cumpriu com a sentença e estava liberado para jogar em casa com o apoio da torcida. Entretanto, o caso foi parar na Justiça, que interditou o São Januário por tempo indeterminado. O time entrou na briga para reaver o campo e diversas instituições da sociedade civil assinaram apoio ao Vasco da Gama, mas o estádio ainda segue sem receber a torcida.

Ataque à Barreira do Vasco

No mês de agosto, o relatório de um juiz a favor da interdição do estádio provocou a revolta da comunidade da Barreira do Vasco. Marcelo Rubioli escreveu “Para contextualizar a total falta de condições de operação do local, partindo da área externa à interna, vê-se que todo o complexo é cercado pela comunidade da Barreira do Vasco, de onde houve comumente estampidos de disparos de armas de fogo oriundos do tráfico de drogas lá instalado o que gera clima de insegurança para chegar e sair do estádio. São ruas estreitas, sem área de escape, que sempre ficam lotadas de torcedores se embriagando antes de entrar no estádio”. Com a viralização do texto, o juiz Rubioli se defendeu dizendo que suas palavras foram tiradas de contexto. O relatório foi enviado ao Ministério Público para apuração.

Falta de jogos prejudica comércio local

O jornalista que assina essa matéria já conhecia a Barreira do Vasco, mas até a produção desta reportagem, não tinha compreendido o tamanho da conexão da comunidade com o clube. Depois de enfrentarmos 50 minutos de trânsito pré-feriado da Independencia do Brasil, chegamos à Barreia do Vasco. A porta de entrada da Barreira do Vasco é uma pequena cancha de futebol gradeada, onde garotos praticam o esporte. O comércio vibra na comunidade, com um intenso movimento vai e vem de pessoas aquecendo para os 4 dias de folga que se aproximam. Um rápido telefonema e encontramos Vânia Rodrigues da Silva, que chamaremos de Vaninha daqui pra frente. Muito conhecida na comunidade pela sua atuação há 19 anos como Presidenta da Associção de Moradores da Barreira do Vasco, Vaninha, que veste uma camisa do time cruz-maltino, conversa com a nossa equipe. “Estou acompanhando a equipe da Band. Mas já achei duas meninas que podem falar com voces”, diz ela atenciosa em meio ao caos urbano do local. Vaninha desvia um pouco da equipe da emissora que grava um depoimento dentro de um bar e nos guia poucos passos atrás, onde encontramos Rosemari da Silva dos Santos de 54 anos, que trabalha de ambulante há 20, e sua amiga Ana Cláudia, de 53. Ambas comerciantes.

Rosemari tem uma barraca de utesílios para o lar, vestuário e brinquedos montada, enquanto Ana Cláudia é vendedora de churrasquinho, mas que não estava trabalhando no momento. Vaninha e volta para atender a Band enquanto conversamos com nossas entrevistadas, que se queixam de como está a situação sem os jogos. “Tá brabo, tá brabo mesmo. Porque aqui é perto da minha casa. No Maracanã não tá dando pra trabalhar. No Engenhão não tá dando pra trabalhar. Aí eu só consigo ficar aqui”, relata. Rosemari relembra do último domingo (27), quando a torcida do Vasco lotou a entrada da Barreira para torcer pelo time que jogou contra o Bahia, em Salvador. “Domingo foi maravilhoso. Muito bom. Veio todo mundo! Nem esperava, né? Foi maravilhoso! A torcida veio, compareceu, foi muito bom.” Ana Cláudia se aproxima e participa da conversa:

Um senhor grisalho nos observa de atrás de um balcão de um bar com vista para a entrada da Barreira. Ele cochicha com alguém sobre a movimentação da equipe do Voz das Comunidades no local, mas mantém a cara fechada. Na sua frente, sobre a mesa, repousa um copo vazio de Guaravita. A gola da sua camiseta está baixa devido ao peso do celular, preso pro lado de dentro do peito. Quando pergunto o seu nome, ele se identifica apenas como Nogueira. Gesticulando, Seu Nogueira revela que é morador da Barreira do Vasco há 70 anos. Nascido na cidade de Mimoso do Sul, no Estado do Espírito Santo, o aposentado conta que chegou aos 7 anos na Barreira.

”Aqui tem torcedor de todo lugar. E todo mundo se dá bem! Sem jogos, o pessoal aqui tem que se virar. Fica difícil de trabalhar”, reclama Seu Nogueira (Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades)

Prejuízo no setor gastronômico da Barreira

Pudins e bolos enfeitam as prateleiras de um trailer rosa ali próximo. Dentro do veículo, Débora Lira, 19 anos vende os doces à clientela fiel da barreira. Natural do Ceará, a empreendedora conta que mora na Barreira desde os 6 anos de idade e revela que foi uma das organizadoras do movimento que levou dezenas de torcedores para a Barreira do Vasco no domingo. “Nos dias de jogos, a gente abre. Ficamos a partir da tarde e vamos até à noite, depois do jogo. É que depois do jogo, muita gente vem pra cá pra comer.” Débora revela que não abre o trailer domingo, mas com o incentivo de colegas, passou a vender na praça na frente da entrada do estádio. “E a gente consegue vender tudo. “Inclusive o Vasco chama a gente pra vender lá dentro (do São Januário) quando tem eventos. Aí eu monto a barraquinha lá, levo os doces e vendemos lá dentro.”

Débora Lira tem clientela fiel tanto de quem é da comunidade como também de pessoas de fora
(Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades)

Sobre as palavras proferidas pelo juíz em relação à comunidade da Barreira, Débora faz muitas críticas. “Eu acho que é preconceito. Se você acha que uma favela ao lado de um estádio prejudica o futebo, é só olhar para o Rio de Janeiro. O Maracanã tem a Mangueira do lado, o Engenhão tem comunidades na volta. Aqui tem Benfica, Tuiuti. Essa parte aqui, ainda mais aqui na Barreira, são as comunidades mais tranquilas que você vai ver. Se o juiz tem essa opinião preconceituosa da favela, acho que ele devia rever as palavras. Preconceito é crime. E ele, como juiz, deveria saber disso.”

O gerente de restaurante Paulo de Souza também reclama da falta de jogos. Mesmo envergonhado, ele aceita dar entrevista pra gente. “Quando não tem jogo, o estabelecimento fica parado. Não tem movimento. Quando tem jogo é ótimo. Mas quando não tem nada, fica tudo parado. Entra pouco dinheiro.”

Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Paulo conta que adorou quando a torcida esteve presente no domingo. “O movimento foi excelente. Pessoal veio, comeu bastante. Isso aqui encheu muito. Foi ótimo!” O restaurante de Paulo serve buffet completo e com churrasco. A entrada do estabelecimento fica bem próximo da Associação de Moradores da Barreira Vasco, onde quem nos recebe é Vaninha.

Vascaína apaixonada pela comunidade

Vânia Rodrigues da Silva tem 56 anos e há quase 19 está a frente da Associação de Moradores da Barreira do Vasco. No cargo, Vaninha já atravessou muita coisa ajudando a comunidade e tentando usar as ferramentas que consegue para tornar a vida da população mais fácil na favela. É um exercício de diplomacia diário, já que cobrada muitas vezes pelos problemas que todos pedem uma resolução. “Tem um poste que é um problema há 7 anos. Os vizinhos já colocaram concreto, já tentar levantar ele… Mas agora, vish! Tenho medo que ele caia durante uma chuva forte”. Mas Vaninha coleciona vitórias. O trailer que Débora Lira trabalha vendendo doces, por exemplo, foi obtido através da presidenta da associação e a proximidade com agentes da prefeitura garante ações do poder público na comunidade.

Vaninha é presidenta da Associação dos Moradores da Barreira do Vasco há 19 anos
(Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

Ela nos recebe em seu escritório climatizado, com móveis de madeira lustrados e uma pintura da AMBV (Associação de Moradores da Barreira do Vasco) na parede. Com base nas respostas dos comerciantes e moradores da região, pergunto a ela o seu ponto de vista diante de tudo que está acontecendo. “Essa situação foi boa só em um ponto. Para que as pessoas vissem o quanto o Vasco atua junto com a favela. Muita gente não conhece o trabalho em conjunto do clube aqui com a Barreira. Mas o preconceito existe muito”, detalha. Vaninha critica o pensamento daqueles que não conhecem a realidade da comunidade e menciona as palavras do juíz Marcelo Rubioli sobre a favela. “Ele ajudou muito para que a gente fosse discriminado. Quando que você vê que tem operação na Barreira do Vasco? Não existe isso. A comandante da UPP fala que essa é a melhor favela que ela já trabalhou.” Vaninha bate de frente contra a discriminação. Ela conta que não deixa o filho fazer o reflexo no cabelo por temer que ele passe por discriminação. “Eu digo pra ele, ‘não quero que você faça isso’. Falo porque eu não quero que ele receba olhares de reprovação por causa de uma primeira impressão que ele tenha causado. Preconceito existe, eu já vi. E tá aí. Tá acontecendo.” Ouça um trecho da entrevista com Vaninha:

Sobre o domingo que reuniu a torcida no Vasco na Barreira, Vaninha admite que fez parte da organização, mas sem esperança de que ficaria tão cheio ao ponto que chegou. O arrepio corre pelos seus braços enquanto ela conta como aconteceu. “Era de manhã. Começou a chegar gente. Já estavam tomando café ali na lanchonete. Daqui a pouco deu 11h e o pessoal estava colocando churrasqueira. Não era pra vender, era pra ficar aqui. Vinha marido com a esposa e com as crianças. Idoso com cadeira de praia debaixo do braço. O povo chegando com seus pack de cerveja, seus coolers… Nem parecia que aquilo tudo era para um jogo. Parecia reveillon.” Vaninha tira os óculos pra detalhar o sentimento que teve ao ver dezenas de torcerdores lotarem a Barreira do Vasco. “Eu vi uma celebração de união. Pessoal não veio pra cá só pra assistir um jogo. Jogo por jogo, vocÊ junta a sua turma e assiste em casa. Mas não, as pessoas saíram de suas casas e vieram até aqui. Eu ouvi uma voz que dizia assim ‘vem mostrar que o Vasco e a favela é uma coisa só.’” Questionada sobre a chegada do momento em que o Vasco voltar a jogar em São Januário, Vaninha acha que vai ser uma grande festa de comemoração. “Imagina se chegar o anúncio? ‘Portões abertos!’. Se nós não estávamos preparados para domingo, imagine quando chegar o ‘Gente, voltamos!’ O Vasco e a favela são resistencias e potencias unidas”.

Vasco da Gama tem histórico na luta contra o preconceito

Essa proximidade com as favelas da região proporcionou uma grande conexão entre moradores com o clube. Fundado em 1898, com o nome de Club de Regatas Vasco da Gama, o time ingressou no futebol em 1916. Já naquela época, enfrentou um futebol branco e elitista, ao procurar jogadores de futebol em ligas das periferias. Ao encontrar os jogadores, formou um time com atletas, em maioria, negros e pobres das regiões periféricas do Rio de Janeiro. A agremiação cresceu no cenário da época. Não demorou muito para conquistarem o campeonato na Série B em 1922. No ano seguinte, o time venceu 11 jogos, empatou 2 e perdeu apenas 1 jogo. Com a campanha brilhante, o time conquistou o Campeonato Carioca. Com o destaque do time, a Liga Metropolitana de Desportos Terrestes (LMDT), que organizava o campeonato carioca na época, complicou a vida do Vasco da Gama. A Liga impôs que regra que proibia analfabetos de atuarem na competição. Com um time que formado por negros e pobres que não tinham acesso facilitado à educação, o Vasco correu atrás. Com a ajuda de um bibliotecário chamado Custódio Moura, os atletas aprenderam a ler e escrever dados necessários para seguirem jogando. Um ano depois de levantar o troféu, os times rivais se reuniram e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atlheticos (AMEA). Por o campeão da época, o cruz-maltino foi convidado à integrar o grupo, desde que excluísse seus 12 jogadores do elenco, que eram negros e pobres. Segundo a AMEA, a restrição se dava porque os jogadores do Vasco “não tinham condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”. No dia 7 de abril, José Augusto Prestes, presidente do Vasco redigiu e assinou a “Resposta Histórica”, dizendo não à AMEA, priorizando a manutenção dos desportistas.

Mesmo sem jogos no campo, São Januário recebeu melhorias
(Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades)

“São capítulos como esse, do passado do clube, que inspiram torcedores e colaboradores do Vasco da Gama. A luta contra o preconceito”, diz Horácio Lopes Rodrigues Júnior, Vice-Presidente de História e Responsabilidade Social do Vasco da Gama. Horácio nos recebe no seu escritório, que dentro do estádio, ao lado do principal palco do time. Facilmente reconhecido pela barba, Horácio comenta que o Vasco é como se fosse um irmão mais velho da comunidade. “Estamos aqui há 125 anos. E a Barreira cresceu em volta do Vasco e essa relação sempre foi muito próxima. E a forma e o jeito que o juiz Marcelo Rubioli aborda a Barreira do Vasco foi muito preconceituosa. Fala que aqui as pessoas vem pra se embriagar, diz que tem estapidos por causa da favela aqui perto. Mas se você for ver, é um dos lugares mais tranquilos pra andar. A Barreira é local muito bom.”

A prefeitura do Rio de Janeiro, através daa Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, publicou um estudo relatorial mostrando que a interdição do São Januário afetou 18 mil moradores na região. Isso representou uma queda de 60% na renda mensal dos bairros que circundam o estádio.

Horácio crítica a decisão do juiz, ressaltando que é não é um argumento técnico e também questiona que a interdição seja aplicada só ao São Januário, sendo que os outros estádios da cidade do Rio de Janeiro também possuem condições semelhantes. “Esse processo transfere pro Vasco uma atribuição que não é dele. A segurança é uma atribuição do governo do estado. O que aconteceu aqui no jogo contra o Goiás já aconteceu os outros estádios com os outros times e estes espaços não foram interditados.” Horácio revela que os protocolos de segurança do Vasco são feitos em alinhamento com o batalhão policial especializada em estádios. “O que aconteceu aqui no estádio contra o Goiás não foi executado por torcida organizada. Foi uma revolta da torcida após o Vasco perder a partida. E o torcedor tem o direito disso. O time não estava correspondendo em campo.” O confusão pós jogo não teve vítimas.

O Vasco da Gama cumpriu com a punição imposta pelo STJD, mas agora, a punição parte do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que sustenta a alegação. “Isso é inadmissível. É como se voltássemos no tempo e o time, mais uma vez, tenha que passar por mais uma situação de preconceito”, comenta Horácio.

Ainda sobre a decisão, o Vice-Presidente de História e Responsabilidade Social do clube lembra que movimentos da sociedade civil saíram em defesa do Vasco da Gama diante da repercussão do caso. A Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (Faferj) entrou como parte interessada no processo de interdição do Vasco da Gama. Derê Gomes, diretor de Relações Estratégicas e Institucionais da Faferj, disse que “as favelas se tornam parte interessada do processo quando a decisão afeta diretamente a vida de mais de 20 mil favelados que moram na Barreira do Vasco e quando na decisão as justificativas aparecem carregadas de preconceitos e equívocos sobre as favelas.” Parlamentares de diferentes siglas e até a Ministra da Igualdade Racial Anielle Franco mostraram apoio junto ao Vasco da Gama.

Sobre a torcida do Vasco abraçar o time nesse momento, Horácio opina que os tocedores enxergam a injustiça que acontece e que eles entendem que o Vasco está trabalhando para reaver o São Januário. “Cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes aqui no último domingo e fizeram uma festa bonita. E dificilmente teremos um episódio como aconteceu no jogo de Vasco e Goiás. A torcida já entendeu. Se alguém começar a se exaltar, a própria torcida vai dizer ‘ôôô baixa a bola aí que a gente não quer prejudicar o time’. E nós precisamos disso”.

Horácio recebeu exemplares do jornal impresso do Voz das Comunidades
(Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades)

Ferramenta de transformação

A relação próxima da Barreira proporciona oportunidade aos ambulantes e comerciantes da Barreira, para possam vender produtos nos eventos organizados pelo Vasco da Gama. Recentemente, o clube realizou a exibição de um documentário para os sócios, o chamado Cineclube. O time também já se reuniu com a Secretaria da Juventude do Rio de Janeiro para levar o Emprega Jovem para dentro do estádio e atender a comunidade. “Nós temos um colégio aqui dentro para os atletas. O colégio funciona de manhã e de tarde. À noite, vamos abrir um pré-vestibular em parceria com o grupo Só Cria. Tudo aqui, gratuito para atender à comunidade”, revela Horácio, que finaliza. “Somos futebol, mas não estamos aqui só por ele. O Vasco oferece educação e iniciação esportiva para jovens. Somos um poço de cultura. E queremos oferecer muito mais.”

Produção de Reportagem: Rildo Riele / Gustavo Eduardo

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Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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