Becos, podcast produzido por artistas da Maré, mostra a realidade da favela de forma poética

O projeto foi criado durante a pandemia e retrata artisticamente as histórias reais da comunidade
Foto oficial Becos

Foto: divulgação

Seis jovens artistas do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, e favelas vizinhas produziram um podcast durante a quarentena chamado Becos. A obra mostra de modo poético o cotidiano da favela com histórias de violência, injustiça, racismo, desigualdade social, resiliência, superação, alegria, pluralidade e espírito comunitário. 

Durante cinco meses, Thais Ayomide, Rodrigo Maré, Mc Martina, Matheus de Araújo, Jonathan Panta e Thainá Iná se dedicaram no processo de criação do podcast. “Foi dinâmico e interessante como a gente produziu. Às vezes, frustrante. Porque a gente estava caminhando e não sabia onde ia chegar, mas foi incrível ver como está agora”, descreve o cantor e poeta, Jonathan Panta.

Becos retrata a realidade da favela, sem filtros ou disfarces, além de mostrar as potencialidades e denunciar os descasos da comunidade. “Não queríamos trazer uma perspectiva de violência, não trazer a favela como inferior a nada. A gente queria trazer a favela como potencialidade, mas com tudo isso, a gente precisava denunciar algumas coisas que ainda estavam acontecendo”, diz a atriz e poeta Thais Ayomide.

Para Thainá Iná, estudante de dança, Becos reflete de forma plural e personifica a individualidade de cada morador. Nesse sentido, Matheus de Araújo afirma que Becos pode se tornar uma produção memorável. Pois, marca um momento histórico em relação às favelas.

O projeto é fruto de uma parceria entre a organização inglesa People’s Palace Project e a ONG Redes da Maré. A criação foi conduzida online por Paul Heritage, professor de artes cênicas e diretor artístico da organização inglesa People’s Palace Project, e Catherine Paskell, diretora de teatro do País de Gales.

Confira a reportagem completa a seguir:

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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