Lixo toma conta das calçadas após retirada de contêineres de coleta no Complexo do Alemão

Um dos pontos que existiam os contêineres era na Av Itaoca, próximo da Nova Brasília. Foto: Renato Moura
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“Cadê a lixeira que estava aqui?”, é o questionamento de diversos moradores do Complexo do Alemão, após o desaparecimento dos contêineres que serviam como ponto de coleta de lixo nas comunidades. 

De acordo com populares, a própria Prefeitura do Rio foi a responsável pelos lixos estarem tomando conta das calçadas do Alemão. Há cerca de um mês, os contêineres que recebiam os resíduos de moradores da Nova Brasília, Fazendinha, Grota e ao longo de toda a Estrada do Itararé, foram retirados após o fim do contrato, que não foi continuado.

Como não existe mais contêiner, moradores criaram um novo ponto de lixo no condomínio da Paz, no Morro do Adeus. Foto: Renato Moura

“Está mais difícil também para nós, catadores. Sem o contêiner, os lixos ficam espalhadas pela calçada e muitas vezes, quando a gente vai recolher, os sacos estão abertos no chão e o lixo revirado”, conta Luiz, encarregado da Comlurb na Grota.

Coordenadoria de Comunicação Empresarial não respondeu sobre o fim do contrato e a retirada dos contêineres, mas pediu a colaboração dos moradores. 

Leia nota completa:

A Comlurb informa que é feita diariamente, pela manhã e à tarde, de segunda-feira a sábado, a coleta de lixo domiciliar na Estrada do Itararé e nas comunidades Nova Brasília e Grota. Aos domingos, a coleta é feita pela manhã. Os moradores devem colaborar para manter a área mais limpa, depositando os sacos de lixo próximo aos horários em que o caminhão passa. 
Atenciosamente.
Coordenadoria de Comunicação Empresarial

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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