Vai na Web: Educação digital e social democrática

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Projeto social do Complexo do Alemão forma jovens em tecnologia

Diversidade, equidade e inclusão. Esses são alguns dos lemas que caracterizam o projeto “Vai na Web”, que oferece aulas de programação gratuitas para moradores de favelas do Rio de Janeiro. O objetivo vai além de contribuir com a formação tecnológica dos alunos, mas também incentivar a autonomia, fortalecer a pluralidade de mão de obra disponível no mercado e democratizar o acesso à tecnologia.

Em atividade desde 2017, e com um público alvo tem entre 16 a 29 anos, o curso divide-se em dois centros de ensino: no Educap do Complexo do Alemão; e no Grupo Proa, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Até aqui, já foram formados 140 alunos. Destes, 20% foram contratados por empresas e outros 25% ingressaram na faculdade. A iniciativa é uma parceria do Instituto Precisa Ser e da 1STi.

Com duração de nove meses, o programa é dividido em três módulos: páginas web responsivas, interfaces interativas (onde aprendem a criar aplicativos mobile) e serviços digitais.

Essa garotada está recebendo uma formação de excelência. Eles estão aprendendo a programar nas mesmas linguagens que as startups do Vale do Silício nos EUA usam” – comenta Aline Fróes, uma das coordenadoras do Vai na Web.

Cada etapa tem a carga horária de 120h. A nova turma tem inscrições previstas para setembro deste ano. Além das linguagens de programação, com o propósito de trabalhar a autoestima e confiança, os alunos recebem aulas combinadas com habilidades socioemocionais. Entre elas estão comunicação não-violenta, trabalho em equipe e gentileza.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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