Voz das Comunidades faz parceria com Fiocruz no combate a dengue, Zika e chikungunya

EA7A83AA-A5F2-42EB-A10F-D3C6F78F41A8

O verão está chegando e junto com ele vem um fantasma que assombra os cariocas todos os anos: o aumento dos casos de dengue, Zika e chikungunya. O aumento da temperatura e as pancadas de chuva, típicas desta época do ano, são o cenário perfeito para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor destas doenças.

O acúmulo de água favorece o surgimento de novos criadouros destes mosquitos e, além disso, permite a eclosão de ovos que já haviam sido colocados pelas fêmeas, dando origem às larvas. Por conta disto, todas as pessoas devem adotar medidas, em suas casas e locais de trabalho, para evitar o acúmulo de água e a proliferação dos mosquitos.

Paralelamente a estes cuidados, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu um método complementar que usa o próprio Aedes aegypti como aliado no combate à dengue, Zika e chikungunya. É o Aedes aegypti com Wolbachia, um mosquito criado na Fiocruz, que não foi modificado geneticamente, e que recebeu uma bactéria que impede que os vírus se desenvolvam bem, reduzindo a transmissão dessas doenças. Desta forma, eles deixam de ser os vilões do verão e passam a ser aliados no combate às doenças.

Esta iniciativa chega este mês ao Complexo do Alemão e outros bairros da Zona Norte do Rio. É o projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil (ED Brasil), que é parte do programa internacional World Mosquito Program e que, no Brasil, é conduzido pela Fiocruz e agora conta com a parceria do jornal Voz das Comunidades.

O projeto ED Brasil propõe a redução da transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya por meio da liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia. Eles são soltos semanalmente, de maneira controlada, e, ao se reproduzirem com os mosquitos que já estão na natureza, geram filhotes que também não transmitem doenças. Um método seguro e autossustentável, pois a Wolbachia não faz mal aos humanos e ao meio ambiente em geral, e, como é transmitida de uma geração a outra, não é preciso fazer liberações frequente de mosquitos.
Antes dos técnicos da Fiocruz começarem o trabalho de liberação de Aedes aegypti com Wolbachia, a equipe de Engajamento Comunitário entra em ação para informar a população a respeito do método utilizado pelo ED Brasil. Para isso, são realizadas palestras e atividades em escolas, associações de moradores e entidades dos territórios atendidos. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), os professores e lideranças locais são parceiros importantes do projeto e auxiliam no trabalho de difusão da informação.

Atualmente o ED Brasil realiza liberação de mosquitos aliados em 13 bairros da região central de Niterói (outros 18 bairros já foram atendidos) e na Ilha do Governador, Cidade Universitária e Cordovil, no Rio.
O Voz das Comunidades é parceiro desta iniciativa e logo mais você vai receber mais informações sobre esse método.

Você também pode acessar o site do projeto (www.fiocruz.br/eliminaradengue), curtir a página no Facebook (www.facebook.com/eliminaradeguebrasil) ou tirar suas dúvidas via WhatsApp, no número (21) 99643-4805.

Compartilhe este post com seus amigos

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp

EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

Contato:
[email protected]