Defensoria Pública anuncia ações nas favelas do Rio

O projeto Defensoria em Ação nas Favelas visa um atendimento melhor e mais próximo dos moradores de comunidade
Rodrigo Baptista Pacheco Defensor Público Foto Pedro Teixeira

Foto: Reprodução

Reeleito na última quinta-feira (07) Rodrigo Baptista Pacheco, de 42 anos, afirmou que os principais pontos do novo mandato serão dar mais destaque às questões que abordam Direitos Humanos. Questões relacionadas à saúde, em razão da pandemia, e aos moradores de favela no Rio, vão ser prioridade.

Além disso, o caso de feminicídio no Complexo da Penha e o sumiço dos três meninos na Baixada Fluminense, por exemplo, terão maior atenção da Defensoria Pública.

Empossado para o cargo de defensor público do Rio por mais dois anos, Rodrigo Pacheco disse que pretende buscar maior diversidade na instituição. Como, por exemplo, ampliar o sistema de cotas raciais para 30% e digitalizar os serviços prestados, a fim de descobrir o perfil daqueles que procuram a Defensoria. E, ainda, por fim, ressaltou que é contra a política de confronto nas comunidades.

Defensor visa aproximação e diálogo do poder público com as favelas cariocas
Foto: reprodução

O projeto proposto “Defensoria em Ação nas Favelas” irá acontecer aos sábados e, às vezes, aos domingos. Esse visa atendimento eficaz e mais próximo dos moradores de favela. A primeira comunidade assistida será a Vila Kennedy, no dia 15. O defensor público planeja atuar também na formação de mediadores de conflitos dentro das favelas. Então, questões mais simples poderão eles próprios resolver sem que haja a necessidade de judicialização dos casos.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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